Obama e McCain manifestam suas diferenças sobre Guantánamo

Washington, 12 jun (EFE).- O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, louvou a decisão de hoje do Supremo Tribunal a favor dos detidos em Guantánamo, enquanto seu rival, o republicano John McCain, expressou certo receio com relação à sentença.

EFE |

"A decisão do Tribunal é uma rejeição à tentativa da administração de (George W.) Bush de criar um buraco negro legal em Guantánamo, outra política fracassada respaldada por John McCain", disse Obama em comunicado.

O Supremo dos EUA reconheceu hoje o direito dos detidos na base de Guantánamo de recorrer às cortes federais para reivindicar sua libertação, um grave revés para o Governo Bush.

Trata-se da terceira vez que a instância máxima da Justiça do país censura a atuação do Governo em Guantánamo, onde permanecem cerca de 270 prisioneiros, dos 800 que já passaram pela prisão desde o início de 2002.

"Este é um passo importante para restabelecer nossa credibilidade como nação comprometida com o estado de direito", apontou o senador democrata.

Entretanto, McCain manifestou à imprensa que o acompanhava em um ato em Boston sua preocupação sobre o significado da sentença do Supremo Tribunal a respeito dos 270 detidos em Guantánamo.

"Trata-se de combatentes ilegais, não são cidadãos americanos, e acho que deveríamos prestar atenção na opinião do juiz (John) Roberts nesta decisão", disse.

O juiz John Roberts, presidente do tribunal, votou contra a sentença assim como outros três magistrados conservadores. Porém, os outros cinco membros da corte votaram a favor.

Apesar de olhar com certo receio a sentença, o candidato republicano ressaltou que "é uma decisão tomada pela Suprema Corte".

"Agora temos que olhar para frente. Como sabem, sempre fui a favor de fechar Guantánamo e ainda acho que deveríamos fazê-lo", disse.

McCain propôs transferir os tribunais antiterroristas estabelecidos em Guantánamo para a base militar de Fort Leavenworth, no Kansas.

Já Obama quer que os detidos sejam julgados nos tribunais federais porque considera injustas as regras que os regem, e também pretende fechar Guantánamo.

"Levar estes detidos à justiça é importante demais para que confiemos em um sistema errado que não produziu nenhuma condenação por um ato terrorista desde os atentados de 11-9 e que pôs em xeque nossos valores primordiais", disse Obama. EFE cma/bm/rr

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