Obama e McCain jogam suas últimas forças na batalha pela Casa Branca

A campanha pela Casa Branca continuava nesta segunda-feira em um ritmo frenético a algumas horas da abertura dos centros de votação, com o democrata Barack Obama e o republicano John McCain multiplicando os comícios em todo o país.

AFP |

A eleição presidencial americana desta terça-feira será de qualquer forma histórica, com a possibilidade de ter o primeiro presidente negro dos Estados Unidos ou a primeira mulher vice-presidente da história do país.

McCain, 72 anos, tem pela frente nesta segunda-feira uma verdadeira maratona eleitoral, com comícios em nada menos que sete estados, da Flórida (sudeste dos EUA) ao Arizona (sudoeste), passando por Tennessee (sul), Pensilvânia (leste), Indiana (norte), Novo México (sudoeste) e Nevada (oeste). Já Obama tem encontros eleitorais na Flórida, na Carolina do Norte (sudeste) e na Virgínia (leste).

O primeiro centro de votação deve abrir suas portas terça-feira às 05H00 GMT (03H00 de Brasília) na pequena localidade de Dixville Notch (New Hampshire, nordeste), que tem 75 habitantes. A maior parte dos colégios eleitorais da costa leste devem abrir terça-feira entre 10H00 e 12H00 GMT (08H00 e 10H00 de Brasília).

Cerca de 153 milhões de americanos estão inscritos nas listas eleitorais, e os especialistas prevêem um nível de participação muito elevado que poderia, inclusive, superar o recorde de 63% estabelecido em 1960. Muitos eleitores podiam votar por antecipação, e cerca de 20% já aproveitaram esta oportunidade.

Como nas últimas semanas, as pesquisas publicadas nesta segunda-feira foram favoráveis a Obama. Segundo o site independente RealClearPolitics (RCP), que estabelece uma média das pesquisas publicadas, o candidato democrata tem uma vantagem de sete pontos em relação a seu adversário republicano.

Porém, devido à complexidade do sistema de votação, o mais importante não é o número de votos, mas a vitória em alguns estados-chave como Ohio (norte), Pensilvânia ou Flórida. Em 2000, George W. Bush foi eleito presidente com menos votos que seu adversário democrata Al Gore.

Cada estado possuem um número variável de grandes eleitores equivalente ao número de seus parlamentares no Congresso. A Califórnia tem 55 grandes eleitores, e os menores estados contam, no mínimo, com três. O candidato que vencer em um estado conquista todos os grandes eleitores desde estado, independentemente da diferença entre ele e seu adversário. É preciso ganhar pelo menos 270 do total de 538 grandes eleitores que compõem o Colégio Eleitoral para ser eleito presidente.

De acordo com uma pesquisa publicada nesta segunda-feira pela Universidade Quinnipiac, Obama lidera em Ohio e na Pensilvânia e está empatado com McCain na Flórida.

Porém, McCain conta com uma mobilização de última hora dos eleitores ainda indecisos para reverter esta tendência.

Além de seu presidente, os americanos vão renovar um terço do Senado e toda a Câmara dos representantes. Segundo as pesquisas, os democratas deverão consolidar sua maioria no Congresso.

Seja quem for, o próximo presidente terá que lidar com uma situação econômica dramática. Os Estados Unidos estão à beira da recessão e passam por sua pior crise financeira desde 1929.

Obama prometeu reduzir os impostos de 95% dos americanos, promover uma política de grandes obras de infra-estrutura e garantir um seguro saúde para todos. McCain quer continuar com os cortes de impostos, inclusive para os mais ricos.

No âmbito internacional, Obama prometeu retirar os soldados americanos do Iraque "de maneira responsável" dentro de um prazo de 16 meses e concentrar seus esforços na luta contra a Al-Qaeda e os talibãs. McCain, por sua vez, disse que os soldados americanos não deixarão o Iraque antes da vitória final que, segundo ele, "está chegando".

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