Obama e McCain fazem campanha no oeste dos EUA

A dez dias das eleições americanas, os candidatos à Casa Branca Barack Obama e John McCain vão concentrar suas campanhas em Estados do oeste do país, considerados estratégicos para a vitória no dia 4 de novembro. O candidato democrata, Barack Obama, vai retomar sua campanha após um intervalo de dois dias.

BBC Brasil |

Ele havia interrompido a campanha por dois dias para visitar sua avó, que está doente. Obama fará atos em Nevada e Novo México.

O candidato republicano, John McCain, também está em campanha no Novo México, um dos Estados onde os republicanos venceram em 2004.

Pesquisas indicam que Obama está liderando a disputa, a pouco mais de uma semana das eleições do dia 4 de novembro.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Justin Webb, a equipe democrata continua cautelosa, mesmo com a liderança nas pesquisas.

Sarah Palin
Obama passou a quinta e a sexta-feira com sua avó. Ele disse estar preocupado com a possibilidade de ela não viver até o dia da eleição.

McCain passou a sexta-feira no Estado de Colorado, considerado estratégico para a campanha republicana, junto com Nevada e Novo México.

Nos três Estados, Bush venceu as eleições com vantagens pequenas em 2004. Obama tem conseguido bons resultados nas pesquisas, devido ao alto número de eleitores hispânicos.

Em discurso em Denver na sexta-feira, McCain criticou Obama por castigar a classe média com uma proposta de aumento de impostos.

"A resposta para uma economia em retração não são impostos maiores, mas isso é exatamente o que vai acontecer quando os democratas assumirem o controle total de Washington", disse.

Obama propõe um aumento de 5% para contribuintes que ganham mais de US$ 250 mil por ano, e defende cortes de impostos para quem ganha menos. McCain diz que a proposta favorece as grandes corporações.

A candidata à vice-presidência dos republicanos, a governadora do Alasca Sarah Palin, interrompeu sua campanha na sexta-feira para depor em um comitê no seu Estado, que investiga acusações de abuso de poder da governadora.

Ela é acusada de violar códigos de ética ao demitir a principal autoridade de segurança do Estado, Walt Monegan, que teria se negado a demitir o ex-cunhado de Palin, que é policial.

Segundo o correspondente da BBC, o depoimento acontece em um momento ruim para Palin na campanha, já que a imprensa americana tem dado ampla cobertura para os gastos de US$ 150 mil da governadora com roupas e maquiagem.

Em uma entrevista ao jornal Chicago Tribune, Palin disse que está sofrendo preconceito por ser mulher, e que os homens geralmente não passam por esse tipo de crítica.

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