Obama e McCain enfrentam o julgamento das urnas

Por John Whitesides WASHINGTON (Reuters) - O democrata Barack Obama e o republicano John McCain enfrentam nesta terça-feira o veredicto dos eleitores norte-americanos, depois de uma longa e acirrada disputa pela Casa Branca. Segundo as pesquisas, Obama tem ampla vantagem em nível nacional.

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Pelo menos 130 milhões de norte-americanos devem participar da escolha do sucessor do impopular presidente republicano George W. Bush, determinando o rumo do país nos próximos quatro anos em questões como recuperação econômica, as guerras do Afeganistão e do Iraque e a reforma da saúde pública, entre outras.

As urnas já estavam abertas em mais de metade dos Estados Unidos, e longas filas se formaram em vários locais. Elas fecham em partes de Indiana e Kentucky às 18h (21h em Brasília), e a votação vai gradualmente se encerrando nas seis horas seguintes em todos os 50 Estados e no Distrito de Columbia.

Obama, de 47 anos, senador em primeiro mandato por Illinois, pode se tornar o primeiro presidente negro dos EUA. As pesquisas indicam que ele deve superar McCain em Estados suficientes para alcançar mais de metade dos 538 votos do Colégio Eleitoral. Pelo sistema norte-americano, o vencedor em um Estado leva todos os seus delegados para o Colégio Eleitoral.

Já McCain, aos 72 anos, espera se tornar o norte-americano mais velho a assumir um primeiro mandato de presidente. Sua companheira de chapa, Sarah Palin, pode se tornar a primeira mulher vice-presidente.

O mundo financeiro acompanha a votação com aparente otimismo, pois as Bolsas mundiais têm suas maiores altas em duas semanas. O mercado dos EUA também abriu em alta, avançando mais de 1 por cento nas principais Bolsas.

Se os democratas assumirem o controle da Casa Branca e do Congresso, o novo governo pode ter mais facilidade em lidar com a crise financeira.

Quase 31 milhões de eleitores devem ter votado antecipadamente, o que é permitido em 34 dos 50 Estados. Mesmo assim, as TVs mostraram longas filas em seções eleitorais de Estados decisivos, como Pensilvânia, Ohio e Virgínia.

Ambos os candidatos abandonaram a tradição e continuaram fazendo campanha no dia da votação. "Vamos trabalhar duro até que as urnas fechem", disse McCain, senador pelo Arizona, à rede CBS.

McCain adotou o papel de azarão e disse estar avançando sobre Obama. Na madrugada de terça-feira, ele encerrou no seu Arizona uma ofensiva final em que passou por sete Estados em 22 horas. Sua vitória seria considerada a maior zebra da política norte-americana moderna.

Em Prescott, McCain citou o fato de que raramente o Arizona vota no candidato que acaba eleito. "Amanhã, vamos reverter essa infeliz tradição, e vou ser o presidente dos Estados Unidos."

Obama venceu a eleição em Dixville Notch, no Estado de New Hampshire, pequena vila de 21 eleitores que tradicionalmente abre e encerra sua votação logo depois de meia- noite. Obama teve 15 votos, contra 6 de McCain. Desde Hubert Humphrey em 1968 os democratas não venciam na vila.

Nas últimas horas de campanha, os dois candidatos martelaram os temas das suas campanhas. Obama acusou McCain de representar um terceiro mandato de Bush e de estar perigosamente alheio aos problemas econômicos.

(Reportagem adicional de Randall Mikkelsen, Jeff Mason e Caren Bohan)

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