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Obama e McCain divergem sobre resposta ao Irã

Os virtuais candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama, mostraram divergências quanto às táticas que os Estados Unidos podem usar para lidar com o Irã. Os dois senadores deram uma série de entrevistas sobre o tema nesta quarta-feira, após o Irã ter realizado um teste com o míssil Shahab-3, que tem um alcance de mais de 2 mil quilômetros e que conta com uma ogiva de uma tonelada.

BBC Brasil |

O míssil é capaz de atingir Israel, Turquia, a península árabe, o Afeganistão e o Paquistão.

Para McCain, o teste representa a maior ameaça à existência de Israel e às próprias forças americanas presentes na região. Segundo ele, os Estados Unidos ''não podem permitir um segundo Holocausto''.

O senador afirmou ainda que a ação iraniana mostra a necessidade de se investir na criação de um escudo antimísseis na Europa.

Ao contrário de McCain, Obama afirmou ao longo da campanha que estaria disposto a se encontrar com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

O republicano criticou essa posição, afirmando que ela daria credibilidade a um líder hostil aos Estados Unidos e comprometido com a destruição de Israel.

Diplomacia
Em comentários feitos nesta quarta, o republicano também defendeu o uso da diplomacia para lidar com os iranianos, como faz seu rival, mas fez uma alusão à postura da qual acusa Obama de adotar, a de propor concessões infrutíferas e que se voltam contra os interesses americanos.

Segundo McCain, ''trabalhar com nossos aliados europeus e regionais é a melhor maneira de lidar com a ameaça representada pelo Irã, e não através do uso de concessões unilaterais que minam a diplomacia multilateral''.

Obama voltou ao frisar a sua posição tradicional, ao afirmar que o teste do Irã ''frisou a necessidade de se adotar uma política clara que imponha ao Irã o ônus de mudar de comportamento. E, francamente, nós não fomos capazes de fazer isso nos últimos anos, em parte porque não estamos apostando em diplomacia direta''.

O democrata enfatizou que a diplomacia americana deve ser dura e agressiva, mas afirmou que a saída diplomática deve também contemplar incentivos para que o Irã possa ser recompensado se decidir abdicar de seu programa de enriquecimento de urânio.

O senador ainda criticou o governo Bush por usar uma linguagem belicosa contra o Irã ao mesmo tempo em que as exportações americanas para o país registraram um aumento.

''São esses tipos de sinais mistos que nos levaram à situação em que nos encontramos agora'', afirmou.

John McCain cometeu uma gafe, quando um jornalista apontou o aumento das exportações americanas para o Irã, em uma pergunta, destacando que o principal aumento havia se dado na venda de cigarros.

''Vai ver que é uma maneira de matá-los. Mas isso é uma brincadeira'', acrescentou. O comentário recebeu críticas de comentaristas políticos americanos.

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