Obama e McCain discutem economia em último debate antes das eleições

Os candidatos à presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, realizaram seu último debate, na noite desta quarta-feira, em Hempstead, Nova York.

AFP |

Como nos dois confrontos anteriores, a crise econômica dominou o debate, conduzido por Bob Schieffer, da rede CBS.

McCain criticou a cobiça em Wall Street e em Washington, e disse que o povo americano quer mudar de direção, tentando se descolar do presidente George W. Bush. O republicano defendeu aplicar 330 bilhões de dólares do pacote de socorro do governo para comprar as hipotecas sem liquidez da Fanny Mae e Freddie Mac e negociá-las com os cerca de 11 milhões de mutuários inadimplentes, para que possam ficar com suas casas.

Obama também criticou os banqueiros em Wall Street e disse que eles "não podem enriquecer às nossas custas", mas defendeu uma negociação mais apurada com os mutuários, descartando a idéia de um pacote geral para os inadimplentes.

Tanto Obama quanto McCain defenderam que a solução para a atual crise econômica passa pela criação de empregos, especialmente na área de energia, para reduzir a dependência externa americana.

Os dois candidatos também defenderam a redução de impostos, mas criticaram francamente a proposta de cada lado sobre a questão.

Obama acusou McCain de querer dar 200 bilhões de dólares em insenções fiscais para as grandes empresas, enquanto ele planeja aliviar a carga tributária sobre quem ganha até 250 mil dólares por ano, o que incluiria "95% dos americanos".

McCain rebateu, afirmando que quer reduzir impostos sobre os pequenos empresários para gerar empregos, e destacou que não é possível criar empregos com uma taxa tributária de 35%, "a segunda mais alta do mundo".

Obama respondeu afirmando que (o investidor) Warren Buffet pode "pagar mais impostos", a Exxon Mobil "pode pagar mais", para que famílias comuns tenham alívio.

Sobre a questão do déficit público, Obama e McCain concordaram que é preciso cortar gastos, mas o democrata defendeu um corte cirúrgico, enquanto o republicano falou em "congelamento".

McCain citou 15 bilhões de dólares em subsídios pagos a empresas de seguro saúde e disse que é preciso eliminar os programas que não funcionam. "É preciso investir melhor em saúde, energia, educação".

O candidato republicano afirmou que "sabe" como cortar gastos, e prometeu economizar bilhões em defesa, eliminar subsídios, inclusive ao etanol, e vetar todo orçamento clientelista.

"Precisamos da independência energética, (...) precisamos da energia nuclear para parar de mandar dinheiro para países que não gostam dos Estados Unidos", disse o candidato republicano. "Sou contra os subsídios ao etanol porque isso criou inflação. Eu sei como economizar".

Obama criticou a proposta de "congelamento" e disse que é preciso tratar a questão dos cortes no orçamento com "um bisturi".

"Temos que eliminar programas que não funcionam; faremos os programas necessários funcionar melhor", disse Obama.

mr/LR/ap

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