Oxford (EUA), 26 set (EFE).- O senador e candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, e seu oponente republicano, o senador John McCain, divergiram hoje quanto à reforma do sistema tributário.

No primeiro debate entre os dois presidenciáveis, Obama disse que, se chegar à Presidência, reduzirá os impostos para os americanos que ganham até US$ 250 mil ao ano, o equivalente a 95% da população.

O democrata afirmou que esses cortes vão aliviar o bolso da população e farão a economia crescer, ao contrário "da política adotada até agora, de diminuir os impostos dos mais poderosos e esperar que os ganhos dos mais ricos cheguem às classes inferiores".

Por sua vez, McCain acusou seu adversário de querer aumentar os impostos, sobretudo das empresas, que, segundo disse, susportam uma das cargas fiscais mais pesadas do mundo.

O republicano também afirmou que o democrata aumentaria os gastos do Governo em cerca de US$ 100 bilhões com a liberação de novas emendas orçamentárias.

"Quero manter os impostos baixos", afirmou McCain, que defende a manutenção dos cortes fiscais aprovados pela Administração do presidente George W. Bush.

O candidato republicano também atacou as despesas conhecidas como "earmarks", verbas para projetos muito específicos que os legisladores incluem em projetos de lei freqüentemente não relacionados.

Segundo McCain, esses recursos somam US$ 18 bilhões ao ano, e ficarão sob controle durante seu Governo.

"Vou vetar cada projeto de lei que os inclua e vou denunciar seus responsáveis", prometeu.

Obama respondeu dizendo que US$ 18 bilhões é "uma quantia substancial" e que é preciso garantir que não haja mais desperdício de dinheiro público, embora essa soma não vá "devolver a saúde econômica à classe média". EFE mv/sc

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