Por John Whitesides NASHVILLE, Estados Unidos (Reuters) - O republicano John McCain e o democrata Barack Obama elogiaram na quarta-feira a redução global das taxas de juros, mantendo a crise econômica no centro da campanha a presidente dos Estados Unidos.

Na manhã seguinte ao segundo debate entre eles, que teve momentos tensos, mas não deve alterar o rumo da disputa, os dois candidatos elogiaram a redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros para empréstimos dos EUA, decretada pelo Fed em coordenação com outros Bancos Centrais do mundo.

"É imperativo neste momento que o governo responda às necessidades dos norte-americanos", disse nota assinada por McCain, criticado no início da crise por seu aparente alheamento das questões econômicas.

Obama também elogiou o corte dos juros e cobrou do Departamento do Tesouro uma rápida implementação do pacote de ajuda ao setor financeiro, num valor de 700 bilhões de dólares, aprovado na semana passada pelo Congresso.

"Está claro que uma ação mais urgente e vigorosa é necessária para conter a crise, que está tornando impossível a obtenção de empréstimos para grandes e pequenas empresas", disse Obama.

No debate de terça-feira à noite, ambos os candidatos reivindicaram ter a melhor estratégia para ajudar os trabalhadores dos EUA num momento de crise. As duas primeiras pesquisas apontaram vitória de Obama, que já liderava as intenções de voto.

Houve diversas divergências durante o debate, mas poucas das demonstrações de rancor pessoal que vêm marcando a campanha nos últimos dias.

No fim de semana, a campanha republicana questionou o fato de Obama ter trabalhado com um ex-militante de esquerda da década de 1960, e o democrata reagiu lembrando o envolvimento de McCain com um escândalo financeiro de quase 20 anos atrás.

Durante o debate, McCain se referiu ao rival como "aquele ali", mas o candidato democrata a vice-presidente, Joe Biden, disse não ter visto desdém na expressão.

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