Obama e Lula são os destaques desta manhã na Assembleia Geral da ONU

NOVA YORK - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre, nesta quarta-feira, as discussões da Assembleia Geral das Nações Unidas com um discurso centrado na crise econômica. O discurso - com aproximadamente 15 minutos de duração - abordou três grandes questões: a crise, a governança mundial e as mudanças climáticas. Barack Obama, que estreia na Assembleia Geral, discursa em instantes.

Redação com agências internacionais |

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deu início à 64ª Assembleia Geral da ONU na manhã desta terça-feira e pediu aos líderes mundiais unidade para enfrentar desafios como a pobreza, a pandemia da nova gripe e a mudança climática, e conflitos como os da Somália, Afeganistão, Mianmar e Gaza.

Discurso de Lula

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira, durante abertura da 64ª Assembleia Geral da ONU, que o Brasil "já saiu da breve recessão e 2010 será um ano muito promissor". Lula, no entanto, disse que para a economia continuar crescendo de maneira sustentada é necessário "reformar o sistema financeiro mundial".

Sobre Honduras, Lula disse que a comunidade internacional quer que o presidente deposto Manuel Zelaya seja restabelecido imediatamente no poder.

"A comunidade internacional pede que Zelaya regresse imediatamente à presidência de seu país", afirmou Lula, acrescentando que é preciso permanecer alerta para assegurar a inviolabilidade da embaixada brasileira na capital de Honduras.

"A menos que exista vontade política, vamos presenciar outros golpes como o que depôs o presidente constitucional de Honduras", advertiu Lula.

Discurso de Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, faz nesta quarta-feira sua estreia na ONU, onde deve conclamar os líderes mundiais a arcarem com mais responsabilidades no confronto aos desafios globais

O discurso na Assembleia Geral marca uma mudança no tom da diplomacia dos EUA em relação ao unilateralismo que caracterizava o governo do seu antecessor George W. Bush. Apesar dessa mudança de tom, no entanto, Obama acumula poucos feitos tangíveis na sua política externa nos últimos oito meses.

De acordo com o texto de seu discurso divulgado de antemão à imprensa, Obama insistirá que os demais países precisão cumprir obrigações assumidas. "Isso não pode ser somente uma empreitada norte-americana", diz o discurso de Obama.

Discursos inéditos e polêmicos

Os discursos de Obama e Lula devem competir com as ásperas retóricas do líder da Líbia, Muammar Kaddafi, e do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.


Prédio da ONU em Nova York / Divulgação

Kaddafi e Ahmadinejad conseguiram encaixar seus discursos em um dia chave, a abertura da Assembleia, nesta quarta-feira, quando Obama, o presidente Lula e os presidentes da França, da Rússia e da China e o primeiro-ministro da Grã-Bretanha também discursarão.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, e o presidente chinês, Hu Jintao, também irão falar na Assembleia pela primeira-vez.

Ahmadinejad e Kaddafi são controversos em qualquer época, mas especialmente agora: o iraniano devido à contestada eleição que o levou ao poder novamente em junho, e o líbio pelo novo rumo na saga do caso da bomba em Lockerbie.

O líbio Abdel Basset al-Megrahi, que estava preso na Escócia por sua participação na explosão de um avião em 1988 sobre a cidade de Lockerbie que matou 270 pessoas, muitos norte-americanos, foi mandado de volta para casa no mês passado devido a um câncer terminal e recebido com festa por Kaddafi.

* Com AFP e Reuters

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