Obama e líderes do Congresso debaterão plano econômico de US$ 850 bilhões

Washington, 19 dez (EFE) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e os líderes do Congresso começaram a debater os detalhes de um plano de estímulo econômico que poderia somar US$ 850 bilhões em dois anos, publicou hoje o jornal The Washington Post.

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O valor, equivalente a 6% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, é maior que o sugerido pelos democratas anteriormente e supera o plano de estímulo aprovado pelo Congresso em outubro, de US$ 700 bilhões.

O jornal afirma que o projeto incluiria ao menos US$ 100 bilhões para os estados, que enfrentam uma queda de sua receita procedente dos impostos, e mais de US$ 350 bilhões para investimentos em infra-estrutura e energias alternativas.

O montante está dentro do recomendado por economistas como o prêmio Nobel Joseph Stiglitz, que tinha pedido até US$ 1 trilhão para fazer frente à crise econômica.

Os representantes da equipe de transição de Obama Jason Furman e Phil Schiliro se reuniram na quinta-feira com pessoal do Congresso para apresentar as linhas diretrizes do plano que o presidente eleito deve propor aos legisladores, explica o periódico.

Obama prometeu que a primeira coisa que fará quando for presidente, em 20 de janeiro, será aprovar um plano de estímulo econômico contra a crise que permita criar ou conservar 2,5 milhões de empregos e que fomente as infra-estruturas e as fontes alternativas de energia.

No entanto, o "Post" ressalta que, dadas as dimensões do plano, pode ser complicado conseguir a aprovação imediata do Congresso.

Furman e Schiliro reconheceram na reunião de quinta-feira que 30 de janeiro pode ser uma data mais realista para conseguir a aprovação do plano, explicou o jornal.

Valores elevados demais poderiam encontrar a oposição do setor democrata na Câmara de Representantes, conhecido como os "Blue Dogs" ("Cachorros Azuis"), de idéias conservadoras no âmbito fiscal, além dos republicanos.

Obama assegurou que a aprovação de um plano de estímulo é imprescindível para dar um novo impulso à economia e ajudar as famílias de classe média. EFE mv/db

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