Obama e Hillary trocam farpas sobre corte de impostos nos EUA

Por Jeff Mason e Andy Sullivan ANDERSON/SOUTH BEND, EUA (Reuters) - Os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton deram ênfase a sua agenda econômica e trocaram farpas sobre impostos aplicados a combustíveis em seu giro pelo Estado de Indiana antes da prévia local de maio, que será decisiva para a indicação do candidato do partido na disputa presidencial dos Estados Unidos.

Reuters |

Hillary, senadora pelo Estado de Nova York, está atrás de Obama em votos e número de delegados que decidirão a candidatura do partido na eleição de novembro. Ela desafiou Obama, senador por Illinois, a participar de um debate televisionado com ela, sem moderadores. O comando da campanha de Obana recusou.

Obama passou uma mensagem populista ao tentar alcançar os eleitores da classe trabalhadora que asseguraram a vitória a Hillary na eleição primária da Pensilvânia, realizada na terça-feira.

'Se a economia está crescendo e sua renda está caindo, o que está acontecendo? Isso significa que alguém está se dando bem, como um bandido', disse Obama a cerca de 2.000 pessoas na cidade de Marion, citando cortes de impostos no governo de George W. Bush que beneficiaram os ricos e não a classe média.

Obama se posicionou contra a remoção de um imposto sobre a gasolina nos meses de verão (a partir de junho) -- medida apoiada por Hillary e o candidato republicano, John McCain --, dizendo que isso pode não levar à redução de preços e iria exaurir um fundo usado para construção de estradas.

'A única maneira que temos para baixar os preços da gasolina a longo prazo é começar a usar menos petróleo', disse Obama na cidade de Anderson.

Indiana realizará a prévia para indicação de seu candidato em 6 de maio e as pesquisas mostram uma disputa equilibrada.

Como outros norte-americanos, os moradores do Estado estão preocupados com a alta dos preços dos combustíveis, a crise no sistema de financiamento habitacional, perda de empregos e uma economia cambaleante.

Hillary lançou um anúncio de campanha e pediu a suspensão do imposto sobre a gasolina.

'Hillary Clinton sabe que é hora de agir, de pegar alguns dos lucros inesperados que o setor petrolífero está tendo no momento para que paguem a suspensão do imposto sobre a gasolina neste verão, de investigar as gigantes do petróleo por extorsão e conluio', dis o anúncio.

Um porta-voz de McCain -- que tirou o dia de folga na campanha -- disse que Obama voltou atrás, pois havia apoiado antes a ação sobre preços da gasolina.

'Os preços da gasolina estão no seu valor mais alto e, em vez de adotar uma posição forte pelos norte-americanos que trabalham duro, Barack Obama voltou atrás em seu apoio a um alívio nos impostos sobre a gasolina', disse Tucker Bounds, em um comunicado.

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