Obama e Hillary selam aliança em New Hampshire

Macarena Vidal Washington, 27 jun (EFE) - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, e sua ex-adversária pela candidatura Hillary Clinton deram hoje por encerrada a rivalidade das primárias ao comparecer juntos, pela primeira vez, em um comício na simbólica localidade de Unity (Unidade). Unity não é só um lugar precioso, como podemos ver é um sentimento maravilhoso, afirmou a senadora por Nova York, ao subir junto a Obama na tribuna do comício, abundantemente decorada com as cores da bandeira dos Estados Unidos. Sei que o que estamos começando agora nestes prados terminaremos sobre as escadarias do Capitólio quando Barak Obama jurar o cargo como o próximo presidente dos Estados Unidos, acrescentou Hillary, para o aplauso do público reunido nesta localidade de pouco mais de 1.700 habitantes em New Hampshire.

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O lugar para o primeiro comício dos dois antigos adversários foi escolhido tanto pelo simbolismo do nome quanto pelo fato de que ambos receberam exatamente o mesmo número de votos, 107, nas primárias de janeiro passado.

Os dois senadores fizeram todo um desdobramento, em gestos e palavras, para evidenciar que as tensões da época das primárias, que ainda são perceptíveis no Partido Democrata, ficaram superadas entre eles e que os eleitores devem seguir o exemplo.

Ao subir na tribuna, e antes de começar a discursar, ambos se abraçaram e se dedicaram palavras cúmplices. Os dois se desfizeram em elogios um ao outro e, quando o público gritou o nome do antigo oponente, incentivaram as vozes a continuar.

Obama se declarou "feliz, honrado e comovido" pelo fato de ambos comparecerem juntos perante os eleitores e destacou "como é boa e comprometida com as causas" a ex-pré-candidata democrata.

Em uma referência que incluiu também o marido da senadora, o ex-presidente Bill Clinton, o candidato democrata afirmou que precisam "muito de seu serviço, de sua visão e de sua sabedoria".

Por sua parte, a ex-primeira dama americana fez um apelo aos simpatizantes que votaram nela, mas que afirmam que agora darão optarão pelo candidato republicano, John McCain.

"Peço que pensem", apelou Hillary, que destacou: "Se vocês acham que precisamos de um novo rumo, votem em Barack Obama e conseguiremos a mudança que vocês precisam e que nós merecemos".

O comício de hoje faz parte de uma série de atos para restabelecer as relações entre as duas campanhas democratas e preparar o caminho para as eleições presidenciais de novembro.

Na noite passada, os dois ex-rivais compareceram em um ato em um hotel de Washington com os principais doadores da campanha de Hillary.

O objetivo era persuadi-los para que comecem a fornecer fundos a Obama e, por parte do candidato democrata, dar garantias de que não vai deixar a senadora de lado.

Os objetivos foram alcançados.

Segundo testemunhas, o discurso de Obama foi recebido com muitos aplausos. E o senador, que deseja ser o primeiro presidente negro dos EUA, prometeu aos doadores que ajudará a arrecadar fundos para que Hillary possa pagar as dívidas de campanha, que chegam a US$ 22 milhões.

Em um gesto simbólico, mas importante, Obama entregou à campanha de Hillary um cheque pessoal de US$ 2.300, o máximo que um indivíduo pode fornecer por lei a uma campanha política. O chefe de finanças do senador por Illinois fez o mesmo.

As últimas pesquisas apontam que Obama está ganhando terreno na hora de atrair para seu lado os que votaram na ex-primeira-dama nas primárias.

Uma pesquisa divulgada na quinta-feira indica que 53% dos democratas que apoiavam Hillary há dois meses agora respaldam o senador.

Em abril, apenas 40% dos partidários da senadora se mostravam dispostos a apoiar Obama se a pré-candidata não obtivesse a nomeação democrata.

Mesmo assim, Obama ainda precisa percorrer um longo caminho. A mesma pesquisa, elaborada para a agência de notícias "AP" e o portal "Yahoo!", afirma que 23% dos entrevistados disseram preferir o candidato republicano, John McCain, em vez de Obama.

Quanto ao restante, 16% disseram estar indecisos e os demais se declararam a favor de outros candidatos. EFE mv/db

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