Obama e Hillary enfrentam-se de novo por vaga à Casa Branca

Por John Whitesides WASHINGTON (Reuters) - Barack Obama e Hillary Clinton, pré-candidatos do Partido Democrata à Presidência dos EUA, enfrentam na terça-feira desafios cruciais em meio à batalha pela Casa Branca -- nesse dia, eleitores de Indiana e da Carolina do Norte votam nas prévias democratas.

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Os dois Estados, que elegem um total de 187 delegados para a convenção de agosto do partido, na qual a legenda escolherá seu candidato, representam os maiores colegiados em jogo na apertada corrida travada pelos dois pré-candidatos.

Depois de terça-feira, restarão apenas seis prévias estaduais para concluir as votações pré-convenção.

'Há muita coisa em jogo e o resultado desses pleitos terá consequências enormes', afirmou Hillary a simpatizantes dela em New Albany, Indiana, na noite de segunda-feira.

As urnas nos dois Estados abriram às 7h (10h em Brasília) e devem fechar em Indiana às 19h e na Carolina do Norte, às 19h30 (hora local). Os resultados devem ser divulgados pouco depois.

Nas últimas semanas, e na maior parte das pesquisas, Hillary diminuiu para um dígito a vantagem de Obama na Carolina do Norte. A distância entre os dois é menor em Indiana, onde a pré-candidata encontra-se um pouco à frente do adversário.

'Obviamente, esperamos nos sair o melhor possível. Mas, como vocês sabem, começamos bastante atrás', afirmou Hillary na segunda-feira à noite. 'Eu nunca sinto que já venci. Eu apenas tento fazer o melhor que posso.'

Obama, senador pelo Estado de Illinois, possui uma vantagem quase insuperável em termos de delegados eleitos para a convenção de agosto, da qual sairá o adversário do candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain.

Se Obama vencer tanto em Indiana quanto na Carolina do Norte, isso significaria o fim das poucas esperanças de Hillary de superá-lo seja em delegados eleitos seja na preferência dos eleitores no âmbito nacional. As vitórias dele ainda provocariam uma nova onda de apelos para que Hillary, senadora pelo Estado de Nova York, desistisse de sua campanha.

Já se a pré-candidata, ex-primeira-dama dos EUA, vencer em ambos os Estados, aumentariam as dúvidas sobre a elegibilidade de Obama, e Hillary teria mais chances de conquistar o apoio de superdelegados -- membros importantes do partido que, na convenção, podem escolher livremente em quem votar.

Nenhum dos dois, de toda forma, conseguirá eleger um número suficiente de delegados para garantir a vaga presidencial sem o apoio de ao menos alguns dos quase 800 superdelegados.

Caso cada um dos pré-candidatos vença em um dos Estados, a disputa atual continuaria praticamente inalterada, encaminhando-se para as próximas seis prévias, nas quais devem ser eleitos outros 217 delegados.

(Reportagem adicional de Caren Bohan e Jeff Mason)

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