Obama e chanceler chinês discutem economia e aproximação militar

Washington, 12 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o ministro de Assuntos Exteriores da China, Yang Jiechi, discutiram hoje estratégias para vencer a atual crise econômica e formas de evitar incidentes navais como o ocorrido esta semana entre navios de ambas as nações.

EFE |

Obama e Yang se reuniram no Salão Oval da Casa Branca, num encontro em que também falaram sobre direitos humanos, Coreia do Norte e Darfur.

A recepção a Jiechi mostra a importância que os EUA dão a suas relações com a China, pois é muito raro o presidente se reunir com um ministro de Assuntos Exteriores, o que geralmente cabe ao secretário de Estado ou ao conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca.

Segundo um comunicado da Casa Branca, após o encontro, Obama ressaltou a Yang a importância de EUA e China "aumentarem o nível e a frequência" dos contatos militares, "para evitar futuros incidentes" navais.

Nesta semana, cinco navios chineses se aproximaram de uma embarcação da Marinha americana em águas internacionais para forçá-la a abandonar a área na qual se encontrava, disse o Pentágono na segunda-feira.

As autoridades americanas reclamaram formalmente do episódio com o Governo chinês, tanto em Pequim como na embaixada do gigante asiático em Washington.

Hoje, o incidente veio à tona novamente na reunião entre Yang e o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, James Jones.

Em seu primeiro contato com as autoridades chinesas, Obama também combinou com Yang que ambos os países, duas das principais economias mundiais, "devem colaborar de maneira estreita e urgente" para estabilizar a economia global, estimulando a demanda doméstica e internacional.

Além disso, expressaram a necessidade de o fluxo de crédito ser desbloqueado.

O presidente americano, informou a Casa Branca, também enfatizou a importância de "os desequilíbrios no comércio global" serem reduzidos.

Antes, o ministro chinês, que aproveitou sua estada em Washington para visitar o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, havia falado sobre a necessidade de os dois países impulsionarem uma nova etapa de crescimento econômico mundial.

Em seu discurso na instituição que visitou, Yang disse que tanto os EUA como a China deveriam servir de exemplo ao resto do mundo por sua abertura comercial. Além disso, afirmou acreditar que os dois países promoverão um "esforço conjunto no combate ao protecionismo".

Parte do objetivo da reunião de Obama com Yang era tratar da cúpula do G20, que acontecerá em 2 de abril, em Londres, e que reunirá as principais economias do mundo desenvolvido e em desenvolvimento.

Outro assunto espinhoso discutido no encontro desta quinta-feira foi o Tibete e os direitos humanos.

Segundo o comunicado da Casa Branca, Obama ressaltou que "a promoção dos direitos humanos representa um aspecto essencial da política externa global americana".

Além disso, disse esperar que ocorram progressos no diálogo entre o Governo chinês e os representantes do dalai lama, o líder espiritual tibetano.

O encontro terminou com o agradecimento de Obama à China pelo "importante papel" que Pequim desempenhou à frente das conversas multilaterais sobre o programa nuclear da Coreia do Norte.

O presidente americano afirmou: "Continuaremos trabalhando com a China e outros parceiros no processo a seis lados para eliminar de maneira verificável o programa nuclear norte-coreano".

Sobre Darfur, o presidente Obama expressou sua preocupação com a crise humanitária e a decisão do Governo do Sudão de expulsar às principais organizações humanitárias que até agora vinham dando apoio à população dessa região. EFE mv/sc

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