Obama e Biden fazem campanha antes da convenção democrata

Washington, 24 ago (EFE) - O candidato presidencial democrata, Barack Obama, e seu companheiro de chapa, Joseph Biden, fizeram hoje campanhas eleitorais por estados cuja disputa está acirrada com os republicanos antes de ir a Denver para a Convenção Nacional do partido. Um dia depois que anunciou a escolha de Biden como candidato para a Vice-Presidência, Obama fez campanha em Wisconsin e visitará Iowa, Missouri e Montana antes de quinta-feira, quando a convenção tornará oficial sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos. Em Wisconsin, Obama falou em Eau Claire, uma cidade de 65 mil habitantes, 135 quilômetros ao leste de St. Paul em Minnesota, onde o Partido Republicano realizará, na próxima semana, a Convenção Nacional que proclamará a candidatura presidencial de John McCain.

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Por sua vez, Biden assistiu a um ato religioso hoje perto de sua casa, em Greenville, Delaware, e partirá de viagem antes de ir para o Colorado.

McCain não tem atividades previstas hoje em sua agenda, e se prepara a escolher seu próprio vice. Segundo fontes políticas, as duas pessoas que lideram a lista de possíveis candidatos são o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, e o governador de Minnesota, Tim Pawlenty.

O senador republicano elogiou hoje, em um programa de televisão, a escolha de Biden para a candidatura à Vice-Presidência democrata: ambos são senadores veteranos.

"Sei que Joe fará uma boa campanha com Obama, e penso que será ótimo", afirmou McCain em entrevista à emissora de televisão "CBS" em seu rancho no Arizona. "Obviamente, Joe e eu estivemos em diferentes campos filosóficos, mas o considero um bom amigo e um bom homem".

Apesar do tom de cavalheiro de McCain em direção a Biden, a campanha republicana produziu seu segundo anúncio de televisão em menos de 24 horas aproveitando as críticas que os outros aspirantes presidenciais democratas fizeram a Obama nas eleições primárias.

Desta vez, aparece a senadora por Nova York, Hillary Clinton - que foi a adversária mais forte de Obama - e a mensagem republicana é que Obama não a escolheu para a Vice-Presidência pelas críticas que recebeu da primeira mulher que esteve a ponto de ser candidata presidencial nos EUA.

A porta-voz de Hillary, Kathleen Strand, disse que "o apoio da senadora para Barack Obama é claro".

"Hillary disse várias vezes que Barack Obama e ela compartilham o compromisso de mudar o rumo do país, de tirar os EUA do Iraque, e de ampliar o acesso à assistência médica", acrescentou. "É interessante que isso não apareça no anúncio dos republicanos".

Enquanto isso, em Denver, o Comitê de Credenciais validará os direitos de voto das delegações dos estados da Flórida e Michigan, em outro passo para superar o que o jornalista Carl Bernstein qualificou de "o psicodrama dos Clinton".

No ano passado, o Comitê Nacional Democrata declarou que não reconheceria as eleições primárias desses dois estados.

Segundo o órgão, Flórida e Michigan tinham antecipado, sem permissão, as datas para o pleito. Todos os pré-candidatos presidenciais aceitaram a decisão e disseram que não fariam campanha e não colocariam seu nome para votação nos dois estados.

No entanto, a senadora por Nova York fez campanha na Flórida e teve seu nome para votação em Michigan, quando ela aparecia como a ganhadora quase certa da disputa.

Em maio, quando ficou óbvio que não venceria as primárias, Hillary pediu que fossem reconhecidas as delegações de Flórida e Michigan. O Comitê Nacional chegou a um acordo que permitirá que essas delegações participem da convenção, com o voto reduzido. EFE jab/db

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