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Obama e Biden começam a testar química e definir papéis na chapa

Paco G.Paz Washington, 23 ago (EFE) - O primeiro comício conjunto do par eleitoral democrata serviu hoje para deixar claro que Barack Obama manterá na campanha um tom sereno e positivo, enquanto Joseph Biden utilizará sua língua ferina para criticar com dureza os republicanos.

EFE |

Cerca de 12 horas após revelar o nome de seu colega de chapa, Obama fez sua apresentação oficial em um comício em Springfield (Illinois), no mesmo lugar onde anunciou sua intenção de concorrer à Presidência dos Estados Unidos há 19 meses.

Biden, um veterano que está há seis mandatos no Senado, surgiu no palco cheio de vontade de criticar o candidato republicano, John McCain, outro senador com experiência com quem trabalhou no Congresso.

Para isso, aproveitou o deslize de McCain que, esta mesma semana, após uma pergunta de um jornalista, não soube responder quantas casas possuía.

"Enquanto milhões de famílias não sabem se poderão colocar comida esta noite na mesa, McCain não saberia em qual das sete cozinhas teria que colocá-la", disse Biden, causando risos no público.

McCain, um ex-prisioneiro da Guerra do Vietnã, fez de sua carreira militar um dos pilares nos quais sustenta sua experiência para chegar à Casa Branca.

No entanto, o aspirante à Vice-Presidência também atacou essa faceta de McCain, ao afirmar que "este país não precisa de um herói de guerra, precisa de um líder sábio".

"Conheço-o há 35 anos e, embora o considere meu amigo, posso dizer que não pode mudar este país, quando respaldou com seu voto 95% das iniciativas do Governo de George W. Bush", afirmou o senador por Delaware.

Em seu discurso, Obama coincidiu com Biden em criticar a linha continuísta do candidato republicano, mas, em vez de desqualificá-lo, preferiu insistir nas possibilidades de mudança que o país tem e em como seu colega de chapa o ajudará a torná-las realidade.

"Joe Biden me ajudará a mudar a política que está sendo feita atualmente em Washington", apontou o candidato democrata.

Esta é a primeira - e talvez a última - vez em que Obama introduz em um ato o aspirante à Vice-Presidência, já que, tradicionalmente, o candidato à Presidência é o último a falar.

Já experiente nesta longa campanha eleitoral, Obama fez um discurso direto e relaxado.

Biden, por outro lado, deixou entrever algum dos tiques nervosos que caracterizam os discursos no Senado, onde a improvisação é quase zero.

Assim, fez um discurso um pouco longo e, às vezes, difícil, e teve problemas para ler no prompter eletrônico, pelo que preferiu recorrer às suas notas no papel.

O ato de campanha de hoje teve um marcado caráter local, pois ocorreu em um austero palco em uma praça famosa, longe dos palanques que receberão Obama e Biden a partir de segunda-feira na Convenção Democrata de Denver.

Não pôde faltar o caráter familiar que, nos EUA, rodeia este tipo de atos, e os dois candidatos estiveram acompanhados das esposas, Michelle Obama e Jill Biden, que não hesitaram em se aproximar dos simpatizantes democratas para dar autógrafos.

Michelle, que tem 1,80 metro, deixou em casa os saltos que usa habitualmente e calçou sapatos rasteiros, em uma tentativa de não ofuscar a mais modesta estatura da esposa de Biden.

Os quatro posaram juntos no final do comício, em uma fotografia que se repetirá de maneira constante nos três meses que restam de campanha.

Uma campanha na qual haverá de tudo, mas, se as previsões se cumprirem, também haverá lapsos de Biden e, talvez, até erros.

Mas, por enquanto, o senador por Illinois ganha de um a zero no quesito trapalhada. Acostumado a ser "o apresentado", e não "o que apresenta", Obama anunciou a saída de Biden do palco com um: "O Próximo Presidente dos EUA". EFE pgp/db

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