Obama é apoiado na Filadélfia e pode levar importante estado

FILADÉLFIA (EUA) - Os democratas da Filadélfia demonstraram hoje que a Pensilvânia já esqueceu Hillary Clinton, sua opção nas primárias, e receberam com clamor o candidato Barack Obama, a quem definiram majoritariamente como magnífico.

EFE |

Obama, que participou hoje de quatro atos eleitorais na Filadélfia, não foi o único a fazer campanha no estado da Pensilvânia.

Alguns quilômetros mais ao nordeste, Sarah Palin, a candidata republicana à Vice-Presidência, se concentrou na parte mais conservadora do estado e esta noite abrirá uma partida de hóquei na Filadélfia.

Obama iniciou a manhã agradecendo ao candidato republicano, John McCain, por tê-lo defendido em um ato eleitoral no qual foi chamado de árabe. "Podemos estar em desacordo, mas ainda podemos nos respeitar", disse.

A presença de Obama na Filadélfia paralisou a principal cidade da Pensilvânia, que se transformou em uma sucessão de ruas bloqueadas e enormes filas que davam acesso aos locais onde o democrata falou.

Hoje, muitos não chegaram a ver nem a ouvir Obama. Entre elas estava Louise, uma funcionária de um hospital da cidade, que mesmo assim declarou emocionada: "Eu consegui senti-lo muito de perto. Foi muito especial. Magnífico".

A maioria reconheceu que quase não conseguiu ouvir o candidato, mas isso não diminuiu o entusiasmo de milhares de afro-americanos que expressavam sua esperança nas propostas de Obama para revitalizar a economia e superar a profunda crise financeira que castiga o país e o mundo.

"Ele é nossa esperança", disse um jovem que vendia camisetas com o slogan da campanha do senador por Illinois a US$ 10.

Em todos os atos a mensagem do candidato foi a mesma. Obama falou de seus planos para reforçar a economia, diminuir os impostos às famílias de classe média e conceder isenções fiscais às empresas que criem postos de trabalho.

Várias centenas de quilômetros a oeste, em Johnstown, na parte conservadora do estado, Sarah Palin teve um discurso bem diferente, no qual perguntou ao público quantos deles serviram nas Forças Armadas. Peidu também que fosse feita uma homenagem a essas pessoas.

Palin, censurada por abuso de poder em um relatório legislativo no Alasca, discursou contra Obama e o tachou de "radical" no que se refere ao aborto.

A Pensilvânia é um dos estados cujos resultados permanecem em aberto.

A julgar pelas pesquisas, que dão aos democratas uma vantagem de dois pontos nesse estado, e pela emoção hoje na Filadélfia, em novembro, a Pensilvânia, berço da Declaração da Independência, deve apoiar com força a chegada do primeiro presidente negro à Casa Branca.

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