Obama é acusado de retaliar jornalistas que apoiaram McCain

Washington, 31 out (EFE) - O aspirante democrata à Casa Branca, Barack Obama, deixou de fora de seu avião três jornalistas que trabalham para jornais que apoiaram em seus editoriais a candidatura de seu adversário republicano, John McCain. A campanha explicou que o restrito número de lugares no avião obrigou Obama a tomar a difícil decisão de quais repórteres o acompanhariam nos últimos quatro dias da campanha. Os periódicos afetados (The Washington Times, o New York Post e o Dallas Morning News) dizem que viraram vítimas devido às posições de seus editoriais, enquanto publicações não políticas como Glamour continuam a bordo. Pagamos todo este tempo para viajar e cobrir Obama. Esta é uma questão de justiça básica.

EFE |

Dedicamos muitos recursos e estivemos cobrindo Obama desde o começo", disse John Solomon, diretor-executivo do "Washington Times", em declarações à rede de televisão "ABC".

Solomon insistiu em que a própria campanha reconheceu que o jornalista do "Times" tinha feito um trabalho justo.

"Cobrimos (Obama) desde 2007 e pagamos nossas contas. Cobrimos Obama por mais tempo e lhe demos mais cobertura que muitas outras pessoas que ganharam lugares" no avião, afirmou.

O jornalista destacou que a maioria dos leitores do jornal são da Virgínia, um estado importante nestas eleições presidenciais.

"Não estão nos punidos, e sim punindo eles mesmos", afirmou o diretor do periódico, que, de qualquer forma, pretende enviar o repórter por sua conta para que continue cobrindo a campanha.

"Infelizmente a procura de lugares no avião durante esta semana final superou a oferta e, devido a assuntos logísticos, tomamos a decisão de não acrescentar uma segunda aeronave", explicou a assessora de Obama Anita Dunn.

O "Dallas Morning News", que tem uma circulação diária de 300 mil exemplares, reconheceu que não cobriu a campanha durante tanto tempo quanto alguns dos outros rotativos.

Os responsáveis do jornal, no entanto, afirmaram estar decepcionados com o fato de que revistas como "Glamour" tenham conseguido lugar no avião.

Col Allan, editor-chefe do "New York Post", afirmou que, no periódico, os jornalistas estão satisfeitos de estar "olhando a partir de fora".

Diversos jornais, incluído o "New York Times" durante o mandato do atual inquilino da Casa Branca, George W. Bush, se queixaram no passado de que as campanhas os tiram de seus aviões, em sinal de vingança por sua cobertura. EFE tb/db

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