Obama diz ver sinais de progresso econômico nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que há sinais de progresso econômico no país, mas destacou que os tempos continuam difíceis para os americanos. Em um discurso na Universidade de Georgetown, em Washington, Obama disse que 2009 continuará a ser um ano difícil para a economia americana.

BBC Brasil |

"A gravidade desta recessão vai causar mais perdas de emprego, mais fechamentos (de empresas) e mais dor antes de seu fim. O mercado vai continuar a subir e cair. O crédito não está fluindo facilmente, da maneira que deveria", disse.

"O processo de reestruturação da (seguradora) AIG e das montadoras vai envolver escolhas difíceis e, em algumas ocasiões, impopulares - não acabamos ainda nesta frente. Tudo isso significa que ainda há muito trabalho a ser feito."
"Mas tudo isso também significa que vocês podem esperar uma esforço incansável, dia após dia, deste governo para lutar pela recuperação econômica em todas as frentes", acrescentou.

Obama afirmou que, pela primeira vez, é possível enxergar "vislumbres de esperança".

"E, além disso, podemos ter uma visão do futuro dos Estados Unidos que é bem diferente de nosso problemático passado econômico. Um Estados Unidos transbordando com nova indústria e comércio, com novas energias e descobertas que iluminarão o mundo mais uma vez."
Bernanke
Obama foi aplaudido quando falou que a primeira tarefa é garantir que uma crise como a atual não se repita.

O presidente afirmou que não é possível manter a prosperidade no longo prazo com um pequeno número de pessoas com salários maiores enquanto as famílias americanas sentem a queda em suas rendas.

"Não é sustentável ter uma economia na qual, em um ano, 40% de nosso lucro corporativo veio de um setor financeiro que era baseado em preços inflacionados no mercado imobiliário, (...) ou uma economia onde as rendas de 1% (da população) aumentaram muito enquanto a residência típica de trabalhadores viu sua renda diminuir em cerca de US$ 2 mil", afirmou.

Também nesta terça-feira, o presidente do Fed (o Banco Central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, em um discurso na Universidade Moorehouse, de Atlanta, falou sobre "sinais" de que a contração econômica estaria se estabilizando e também destacou os tempos difíceis que os americanos enfrentarão antes que a economia se recupere.

"Um nivelamento da atividade econômica é o primeiro passo na direção da recuperação", disse.

Mas, para Bernanke, "não teremos uma recuperação sustentável sem estabilização de nosso sistema financeiro e mercado de crédito".

No ano passado, o Banco Central dos Estados Unidos reduziu a taxa básica de juros para perto do zero, a fim de diminuir o custo dos empréstimos e estimular a economia do país.

Mas os problemas no mercado de crédito continuam e os empréstimos para pessoas e empresas ainda estão caros.

As observações de Obama e Bernanke foram feitas no momento em que os últimos dados econômicos mostram queda nas vendas no varejo no mês de março nos Estados Unidos depois de dois meses de aumento, um sinal de que os consumidores americanos estão cautelosos.

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