Obama diz que vitória no Afeganistão é crucial para segurança dos EUA

Washington, 17 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que a guerra contra os insurgentes talibãs no Afeganistão não será rápida nem fácil, mas insistiu em que a vitória é fundamental para a segurança americana.

EFE |

"A insurgência no Afeganistão não aconteceu da noite para o dia e não a derrotaremos de um dia para outro", afirmou o chefe da Casa Branca em discurso na Convenção Anual de Veteranos de Guerras Estrangeiras, realizada em Phoenix, Arizona, ao sudoeste do país.

"Não será rápida, não será fácil", acrescentou o presidente em referência à disputa no Afeganistão.

Ele insistiu em que a ofensiva, que se insere em uma nova e ampla estratégia aprovada em março e que tem como alvo o grupo terrorista Al Qaeda e seus aliados extremistas no Afeganistão e no vizinho Paquistão, não é uma guerra escolhida, e sim necessária.

"Os que atacaram os Estados Unidos em 11 de setembro (de 2001) estão conspirando para voltar a fazer isso", afirmou Obama.

O presidente disse que se nada for feito, os talibãs criarão um refúgio seguro, ainda maior que o atual, a partir do qual a Al Qaeda "conspiraria para matar mais americanos".

"Esta não só é uma guerra que vale a pena travar. Isto é fundamental para a defesa de nosso povo", assegurou.

Ele lembrou que os Estados Unidos conseguiram transformar a luta contra a Al Qaeda em prioridade graças à estratégia de retirada planejada para o Iraque.

Obama se comprometeu a manter os objetivos de retirada fixados e que preveem a saída de todas as unidades de combate do Iraque até o final de agosto, e a de todas as tropas americanas no final de 2011.

"E para os Estados Unidos a Guerra do Iraque acabará", ressaltou.

O presidente insistiu em que a luta contra a Al Qaeda e seus aliados no Afeganistão e no Paquistão não poderá ser vencida só com estratégias militares e será necessário recorrer à diplomacia e impulsionar a boa governança.

"Não é suficiente matar extremistas e terroristas, também precisamos proteger o povo afegão e melhorar suas vidas", disse o líder, que afirmou que as tropas americanas contribuirão para garantir a segurança nas urnas através das eleições presidenciais que serão realizadas na quinta-feira no Afeganistão.

O presidente insistiu ainda na necessidade de preparar o Exército americano "para as missões do futuro".

"Não importa a missão, devemos manter o domínio militar americano", disse.

Obama afirmou que a superioridade militar do século XXI dependerá não só das armas com as quais as tropas estiverem equipadas, mas também "das línguas que falarem e das culturas que entenderem". EFE tb/db

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