Obama diz que vai tratar do Oriente Médio logo que assumir

WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que estava evitando comentar questões de política externa, disse nesta quarta-feira que assim que assumir vai se ocupar imediatamente da situação do Oriente Médio. Obama, que assume a Presidência dos EUA no dia 20 de janeiro, reiterou que está profundamente preocupado com a situação em Gaza. O presidente eleito afirmou, no entanto, que seria imprudente dar algum sinal de que sua equipe está fazendo política externa.

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"Eu estou fazendo tudo o que temos que fazer para ter certeza de que o dia que eu tomar posse nós estaremos preparados para nos ocupar imediatamente da tentativa de um acordo ...", disse a jornalistas. "Não apenas na situação de curto prazo, mas para construir um processo no qual possamos alcançar uma paz mais duradoura na região."

Obama se recusa a comentar com profundidade os conflitos em Gaza, onde mais de 600 palestinos já foram mortos na ofensiva de 12 dias de Israel para conter os disparos de foguetes do grupo militante Hamas contra seus cidadãos.

Nos últimos dois dias, o presidente eleito expressou apenas preocupação sobre as mortes de civis. Quando perguntado na quarta-feira sobre o motivo de se recusar a expressar uma reação mais aprofundada sobre a situação, ele novamente se referiu ao presidente George W. Bush.

"Não podemos mandar uma mensagem para o mundo de que há dois governos conduzindo a política externa", disse. "Até eu assumir o governo, seria imprudente de minha parte começar a mandar sinais de que de alguma forma estamos comandando a política externa quando na verdade não estou legalmente autorizado a fazer isso".

Perguntado sobre se estava preocupado com as críticas da região de que ele estaria muito quieto sobre um grande desafio de política externa que enfrentará em breve, Obama disse:

"Não posso controlar como as pessoas interpretam o que estou dizendo, a não ser repetindo o que eu já disse. Com esperança, eles ouvirão a minha mensagem".

"Esse silêncio não é consequência de uma falta de preocupação. Na verdade, não é silêncio. Eu já expliquei claramente as restrições legais às quais respondo quando se trata dessa questão."

(Reportagem de Deborah Charles)

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