Obama diz que tem Stevie Wonder, Bob Dylan e Sheryl Crow no MP3

Washington, 25 jun (EFE) - O candidato democrata à Casa Branca Barack Obama confessou em entrevista que o pouco de tempo livre que tem é um luxo e, que, quando pode, recorre ao MP3 para ouvir Stevie Wonder, Bob Dylan, Yo-Yo Ma e Sheryl Crow. A revista Rolling Stone, que expressou o apoio a Obama em março, antecipou hoje em seu site parte de uma entrevista com o senador por Illinois que publicará na edição que será lançada na sexta-feira. Tenho gostos muito ecléticos, ressalta o candidato democrata, que cresceu na década de 1970 escutando Stevie Wonder, Rolling Stones, Elton John e o grupo Earth, Wind and Fire. Se tivesse que escolher entre eles, diz Obama, seu herói musical seria, sem dúvidas, Stevie Wonder, ganhador de 26 Grammy e autor de canções como Tears of a clown, You are the sunshine of my life, e I just called to say I love you, entre outras. Outros dos artistas favoritos de Obama expressaram publicamente apoio à candidatura presidencial do senador, entre eles Bruce Springsteen e Bob Dylan, a quem descreveu como ícones da música. Sobre Springsteen, Obama comentou que é um tipo que nunca perdeu as raízes, sabe quem é e nunca fingiu. O MP3 do candidato democrata tem ao redor de 30 músicas de Bob Dylan, incluindo Maggies Farm, uma das favoritas dele durante a temporada política. Fala a mim diretamente enquanto ouço parte da retórica política, afirmou à Rolling Stone. Obama também demonstra predileção por lendas ...

EFE |

é um tipo sério que se importa com sua arte", destacou o senador, ao se referir ao compositor de músicas como "Dirt Off Your Shoulder".

Obama previu que a discografia de Jay-Z, marido de Beyoncé, em breve refletirá o despertar político dos jovens eleitores nos Estados Unidos e, como artista, "pode contribuir para moldar atitudes em uma forma realmente positiva".

Apesar de considerar que o gênero do rap derrubou barreiras no mundo musical, Obama manifestou preocupação com a tendência "misógina e materialista" de algumas músicas e com o efeito entre os adolescentes.

"Seria bom se minhas filhas (Malia, de nove anos, e Sasha, de sete) pudessem escutar sua música sem que eu me preocupasse com que recebam imagens negativas de si mesmas" através da canção, observou Obama.

Mesmo com essa crítica ao rap, Obama enfatizou que se trata de uma expressão artística "que mudou a cultura e ajudou a desagregar a música" nos Estados Unidos.

A "mudança" e a reconciliação nacional são os lemas promovidos por sua campanha próximo ao pleito presidencial de 4 de novembro.

EFE mp/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG