O presidente americano, Barack Obama, prestou uma homenagem emocionada nesta segunda-feira aos soldados mortos em combate, garantindo que só vai declarar uma guerra se for absolutamente necessário.

Em pronunciamento no cemitério nacional de Arlington, perto de Washington, na celebração do feriado do Memorial Day (Dia da Memória), Obama manifestou a gratidão do país aos que "pagaram o preço máximo para que tenhamos liberdade, da guerra da Independência americana ao Iraque e ao Afeganistão, passando pela 2ª Guerra Mundial e o Vietnã".

"De onde vem este senso de dever", indagou Obama, após depositar flores no túmulo de soldados desconhecidos, num lugar onde estão enterrados mais de 250.000 militares nos EUA.

"Por que eles aceitaram suportar o fardo mais pesado? Qualquer que seja a razão, eles ouviram este chamado e eles responderam. Eles disseram: eu parto. E é por isso que eles representam o que a América tem de melhor, e é por isso que eles se distinguem de nós que não servimos", disse.

Ele lembrou que seu avô combateu no exército de Patton durante a 2ª Guerra Mundial.

"Sou pai de duas meninas, mas não posso imaginar o que significa perder uma criança. São coisas que eu não posso saber", disse.

"O que sei, é que farei tudo para proteger nosso país, mesmo que não haja para mim decisão mais dura que a de enviar nossos homens e nossas mulheres à guerra, e não tem momento mais difícil que o escrever às famílias dos que morreram. E é por isso que, enquanto eu for presidente, só vou expor a vida de nossos soldados quando for absolutamente necessário", disse Obama, sucessor de presidentes cujas decisões de declarar a guerra, no Vietnã ou no Iraque, ainda são muito contestadas.

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