Obama diz que reforma na saúde não pode demorar uma geração

Por Matt Spetalnick WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, procurou neste sábado dar um novo impulso para a reforma na saúde, insistindo que os norte-americanos não podem esperar outra geração para que nós ajamos.

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Dois dias depois de um encontro sobre o tema não ter convencido os republicanos, Obama usou seu discurso semanal no rádio para tentar reunir apoio público para a proposta dos democratas seguir em frente, com ou sem um acordo bipartidário.

A Casa Branca afirmou que Obama anunciaria a decisão na próxima semana sobre "o caminho" para a saúde, sinalizando que sua paciência está acabando com os republicanos, que pediram ao presidente que descarte todos os esforços feitos durante um ano todo e recomece o projeto do zero.

Com poucas opções, os assessores de Obama e colegas democratas focam suas atenções na perspectiva de recorrer a uma tática parlamentar chamada reconciliação, que iria ignorar a necessidade de apoio republicano e permitir a aprovação por maioria simples no Congresso, liderado pelos democratas.

Com republicanos condenando qualquer ação do tipo, essa seria uma manobra politicamente arriscada em um ano de eleições parlamentares. As pesquisas mostram que muitos norte-americanos estão céticos quanto aos esforços de Obama para reformar a saúde, que movimenta 2,5 trilhões de dólares.

"Estou ansioso e com vontade de seguir com membros dos dois partidos sobre a saúde se o outro lado for sério no sentido de se juntar para resolver nossas diferenças e acabar isso", disse Obama. "Mas também acredito que não podemos perder a oportunidade de cumprir esse desafio."

"As dezenas de milhões de homens e mulheres que não podem pagar por seus seguros de saúde não podem esperar pela próxima geração para que ajamos", completou.

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