Obama diz que reforma na saúde acabará com controle de empresas

(Embargada até 7h - Brasília - deste sábado, 15 de agosto) Washington, 15 ago (EFE). O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou hoje que a projetada reforma no sistema de saúde porá fim ao controle exercido pelas empresas seguradoras.

EFE |

Em seu habitual discurso de sábado, o presidente americano disse que, com a reforma, as seguradoras não poderão mais negar cobertura e cancelar planos dos que fiquem doentes.

Segundo Obama, as empresas também estarão proibidas de negar cobertura devido ao histórico médico de um paciente, cancelar um plano em caso de determinada doença e, assim, oferecer auxílio no momento em que é mais necessário.

"As companhias de seguro não poderão mais impor limites arbitrários na quantidade de cobertura e imporemos um limite ao montante cobrado em despesas próprias, porque ninguém nos EUA deve falir simplesmente por ficar doente", assinalou.

O presidente, que intensificou sua campanha para recolher apoio popular à reforma, destacou que com as mudanças se exigirá às empresas de planos de saúde que paguem por exames rotineiros e atendimento preventivo.

"Não há razão para não salvar vidas ou economizar dinheiro com a detecção antecipada de doenças como o câncer de mama e de próstata", explicou.

Obama admitiu que existe ceticismo e que teve uma dura tarefa em seus esforços perante a resistência colocada por pessoas que, segundo ele, partem de "interesses particulares" e "usam sua influência e aliados políticos para atemorizar e enganar o povo".

O presidente americano alertou que, caso não se tome medidas para reformar o sistema nos próximos anos, será cada vez mais oneroso e impossível levar as mudanças adiante.

Calcula-se que nos EUA haja quase 50 milhões de pessoas que não têm plano de saúde e a reforma busca conseguir que essa parcela do povo americano tenha acesso garantido ao atendimento médico.

Em discurso também hoje, o senador republicano Orrin Hatch disse que seu partido está de acordo em que se deve reformar o sistema.

No entanto, destacou que demandaria uma despesa enorme de US$ 2,5 trilhões que "não tem nenhum sentido, especialmente no momento em que a despesa e a dívida estão se multiplicando a uma velocidade alarmante".

Hatch reconheceu que existem algumas áreas de acordo entre democratas e republicanos, mas reiterou que "a trajetória" que está sendo seguida agora é simplesmente a de "gastar outro trilhão dos contribuintes para engrandecer mais o papel do Governo federal".

"Para aprovar uma verdadeira reforma do sistema médico, devemos trabalhar juntos a fim de redigir uma lei responsável e bipartidária em prol das famílias que enfrentam o crescente desemprego e custos médicos fora de controle", justificou. EFE ojl/rr

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