Obama diz que os EUA e o mundo estão mais seguros depois da cúpula nuclear

Washington, 13 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que seu país e o mundo estarão mais seguros com as medidas adotadas na Cúpula sobre Segurança Nuclear encerrada hoje em Washington.

EFE |

A cúpula durou dois dias e contou com a participação de 47 países que se comprometeram a manter todos os materiais nucleares do mundo seguros em um prazo de quatro anos.

Em discursou no fim do encontro, Obama admitiu que "não será fácil" e disse que isso requer medidas "ousadas e pragmáticas".

Nesse sentido, o americano lançou uma chamada para a criação de um fundo internacional dotado com US$ 10 bilhões para melhorar a segurança no mundo.

No comunicado final, os países se comprometem, entre outras coisas, a intercambiar informação contra o tráfico nuclear e cooperar com a indústria atômica para garantir a segurança dos materiais radioativos.

Obama disse que acredita no compromisso dos países para e ressaltou o anúncio de nações como a Ucrânia e o Canadá que se desfarão de seu urânio de alta gradação.

Os países voltarão a se reunir na Coreia do Sul dentro de dois anos, em uma nova cúpula, para examinar os progressos conseguidos até então e as medidas mais convenientes a tomar.

O governante americano abordou também um assunto que, sem figurar na agenda oficial do encontro, protagonizou boa parte das deliberações à margem das sessões plenárias: o programa nuclear iraniano.

Obama assegurou que o Irã "deve arcar com as consequências" por seu desafio à vontade internacional ao seguir adiante com seu programa atômico.

Os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha debatem uma nova resolução sobre sanções ao Irã, à qual China se mostrou reticente até o momento, embora nos últimos dias pareça ter aproximado suas posições aos EUA.

Em uma conversa com seu colega chinês, Hu Jintao, na segunda-feira, o americano afirmou que a China concordou em instruir a sua delegação para que começasse o processo de sanções, apesar de Pequim estar preocupada com o impacto em suas relações comerciais com o Irã. EFE mv/pb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG