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Obama diz que não planeja tomar chá com líder cubano

O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que não planeja convidar o líder cubano Raúl Castro para tomar chá. Obama fez a afirmação ao reiterar sua intenção de manter uma diplomacia direta com o governo cubano, mas com a condição de que isso venha a impulsionar a liberdade na ilha.

BBC Brasil |

Em um discurso em Miami a membros da Fundação Nacional Cubano-Americana, umas das mais influentes organizações de exilados cubanos do país, Obama criticou o pré-candidato republicano, John McCain, por supostamente descaracterizar as propostas do democrata para Cuba.

"John McCain tem andado pelo país dizendo o quanto eu quero me encontrar com Raúl Castro, como se eu estivesse procurando um evento social, (como se eu) fosse convidar ele para me visitar e tomar chá. Não é isso que eu disse, John McCain sabe", disse Obama.

Ele explicando que a "diplomacia direta" ocorrerá apenas "quanto tenhamos a oportunidade de impulsionar os interesses dos Estados Unidos e, o que é mais importante, impulsionar a liberdade do povo cubano".

"Promessas vazias"
O pré-candidato disse que McCain está fazendo promessas vazias ao dizer que irá manter a "linha dura" em relação a Cuba e disse que, após oito anos de "políticas desastrosas" adotadas por George W. Bush em relação à ilha, é necessário seguir uma nova diplomacia.

Obama arrancou aplausos da platéia quando prometeu acabar com as restrições às viagens de americanos e ao envio de dinheiro à ilha, e quando disse que quer que a comunidade de exilados cubanos nos Estados Unidos seja incluída no diálogo entre Washington e Havana.

A promessa de Obama de adotar uma diplomacia de contatos diretos com adversários dos Estados Unidos na esfera internacional já era conhecida, mas este foi um dos discursos mais completos feitos pelo pré-candidato até agora sobre a política que promete adotar em relação a Cuba.

O assunto tem muito importância especialmente no sul da Flórida, devido à grande influência da comunidade de exilados cubanos - especialmente na região da cidade de Miami.

Desculpas de Hillary
Também nesta sexta-feira, a pré-candidata democrata Hillary Clinton pediu desculpas publicamente por ter feito uma referência ao assassinato, em 1968, do então pré-candidado democrata à Presidência Robert Kennedy em um encontro com editores de um jornal da cidade de Sioux Falls, no Estado de Dakota do Sul.

Em uma resposta a aqueles que pedem que ela desista da indicação democrata, Hillary disse: "Meu marido (o ex-presidente americano Bill Clinton) não confirmou sua indicação em 1992até que ele ganhou a primária da Califórnia, no meio de junho... Nós todos lembramos, Bobby Kennedy foi assassinado em junho na Califórnia. Eu não entendo isso".

Analistas disseram que a declaração poderia ser prejudicial à pré-candidata porque, dependendo da interpretação, poderia ser uma indicação de que Hillary consideraria um possível assassinato de Obama benéfico para sua campanha.

"Eu lamento que minha referência àquele momento traumático para toda nossa nação - em especial à família Kennedy - tenha sido, de alguma forma, ofensivo. Eu certamente não tive essa intenção", disse Hillary depois.

Na corrida pela indicação democrata, Obama está a pouco mais de 50 delegados de garantir a candidatura - que será confirmada pelos delegados na Convenção Nacional Democrata, a ser realizada em agosto na cidade de Denver, no Estado do Colorado.

A próxima prévia será realizada em Porto Rico no dia primeiro de junho, e depois virão as duas disputas finais, em Montana e Dakota do Sul, em 3 de junho.

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