Obama diz que não há prazo para saída de tropas do Afeganistão

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste domingo que o governo não definiu um prazo para a saída das tropas americanas do Afeganistão e que não tomará uma decisão a respeito por conveniência política.

EFE |


Obama deu entrevistas a cinco canais de TV que foram transmitidas hoje e em que, antes de tudo, defendeu sua polêmica proposta de reforma no setor de saúde, mas também abordou assuntos como o Afeganistão.

"Não tenho um prazo para a retirada" das tropas, disse Obama em um programa do canal "CNN", embora também tenha afirmado que não acredita em "ocupações indefinidas em outros países".

Já em um programa da "NBC", o presidente americano se mostrou cético sobre o possível envio de mais tropas ao Afeganistão.

"Até não estar satisfeito de que temos a estratégia correta, não enviarei mais homens ou mulheres para lá, além do que já temos", disse Obama.

"Não me interessa estar no Afeganistão só por estar no Afeganistão (...) ou por enviar de alguma maneira a mensagem de que os EUA ficarão ali" enquanto durar o conflito, assegurou Obama, para quem essa guerra é só um dos desafios na frente internacional.

Ao canal "ABC", Obama disse que o objetivo final da estratégia e do envio de tropas ao Afeganistão deve ser derrotar a Al Qaeda e reiterou que fará o que for preciso para proteger o povo americano.

No programa da "CNN", o presidente considerou que a captura do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, dependerá em parte de que os EUA tenham muito bem definida a estratégia militar no Afeganistão, algo que, segundo ele, não aconteceu no Governo anterior.

No início do ano, Obama ordenou o envio de 21 mil soldados ao Afeganistão, o que aumentou a presença militar americana no país para 68 mil.

O general Stanley McChrystal, responsável pelas tropas americanas nesse país, ainda não apresentou uma solicitação formal para o envio de mais tropas.

As declarações de Obama sobre o Afeganistão são feitas no momento em que tanto a opinião pública americana como líderes democratas do Senado se mostram cada vez mais impacientes com a evolução do conflito no Afeganistão e pressionam pela retiradas das tropas.

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