PITTSBURGH - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que não descarta a opção militar no Irã, mas prefere a via diplomática para persuadir o país a renunciar a seu programa nuclear.

AP
Obama concede entrevista após reunião do G20

Obama concede entrevista após reunião do G20


"Sempre disse que não descartamos nenhuma opção quando se trata de assuntos ligados à segurança nacional, mas quero insistir novamente no fato de que minha preferência vai para uma solução diplomática", declarou.

"Acho que o Irã já está avisado: quando nos encontraremos com eles, no dia 1 de outubro, terão de esclarecer tudo, e terão de fazer uma escolha", avisou Obama, em entrevista coletiva após o término da reunião do G20.

O presidente americano ainda afirmou ter observado esta semana "uma demonstração de unidade sem precedente" sobre a questão iraniana, tanto na Assembleia Geral das Nações Unidas como na Cúpula do G20 em Pittsburgh.

Usina nuclear

Nesta sexta-feira, Obama, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, fizeram uma declaração conjunta para condenar o Irã pela construção de uma segunda usina de enriquecimento de urano.

Obama disse que Teerã vinha construindo a usina nuclear em segredo há anos e o exortou a prestar contas ao mundo, explicando se seu programa nuclear almeja armas ou uso pacífico.

Nova usina do Irã

O Irã anunciou à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que está construindo uma segunda usina de enriquecimento de urânio, além da central de Natanz, informou a agência em Viena.

"Em 21 de setembro, o Irã informou à AIEA em uma carta que o país está construindo uma nova usina de enriquecimento de urânio", afirma o porta-voz da agência da ONU, Marc Vidricaire, em um comunicado.

"Nesta carta, o Irã assegura à agência que informações complementares serão fornecidas no 'momento apropriado'", acrescenta a noita de Vidricaire.

"Em sua resposta, a AIEA pediu ao Irã que apresente informações específicas e conceda acesso à instalação o mais rápido possível. Isto permitirá à agência avaliar os requisitos para a verificação da proteção desta instalação", completa.

Até agora, o Irã tinha apenas uma usina de enriquecimento de urânio em funcionamento, em Natanz.

A carta destaca que o nível de enriquecimento seria de até 5,0%, que é um nível baixo de enriquecimento e não elevado o suficiente elevado para fabricar o material físsil de uma bomba atômica.

O urânio pouco enriquecido é utilizado para fabricar combustível nuclear. "A agência também entende que, segundo o Irã, não foi introduzido material nuclear na instalação", completa o comunicado da AIEA.

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