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Obama diz que na luta pela reforma da saúde todos somos americanos

Washington, 16 set (EFE).- O presidente de EUA, Barack Obama, afirmou hoje que na luta pela polêmica reforma de saúde e outros desafios da nação todos somos americanos, e pediu que se deixe de lado os conflitos que dividem o país.

EFE |

"Seja pela reforma da saúde ou de imigração, melhorar nossas escolas ou reativar nossa economia, é essencial que coloquemos de lado as coisas pequenas e diferenças partidárias e que não sejamos presas de argumentos que nos dividem", disse Obama na 32ª gala anual do Instituto do Grupo Legislativo Hispano do Congreso (CHCI).

Obama se dirigiu a mais de 2 mil convidados, entre eles a Infanta Cristina (segunda filha do rei Juan Carlos da Espanha) e seu marido, o duque Iñaki Urdangarín, além de membros do Congresso, do gabinete, do corpo diplomático, líderes comunitários e empresários, no marco do Mês da Herança Hispana, que os Estados Unidos celebram todos os anos de 15 de setembro a 15 de outubro.

"Nos EUA, só podemos prosperar como uma só nação e um só povo.

Todos somos americanos", afirmou Obama, ovacionado ao chegar acompanhado da primeira-dama, Michelle.

O líder reconheceu a "pequena controvérsia" em torno de que a reforma de saúde que estuda o Congresso excluirá aos imigrantes ilegais, dos quais ao redor de sete milhões carecem de seguro médico.

Segundo Obama, sua luta se centra na cobertura médica universal e que os residentes legais tenham acesso ao cuidado de saúde de qualidade e a preço acessível, "como todo o mundo".

As restrições para os residentes legais e a exclusão dos imigrantes ilegais da possibilidade de comprar um seguro de seu próprio bolso levantou discussões entre grupos progressistas e da comunidade hispana.

De fato, fora do centro de convenções um pequeno grupo de manifestantes levava cartazes e megafones para exigir uma reforma que beneficie aos imigrantes.

Grupos conservadores e líderes republicanos do Congresso insistem em que qualquer reforma que saia do Congresso contenha mecanismos para impedir que os imigrantes ilegais tenham acesso a subsídios federais para a compra de seguro.

"Quero ser claro: se alguém está aqui ilegalmente, não estará coberto sob este plano...mas também acho que não podemos ignorar o fato de que nosso sistema de imigração está quebrado", afirmou Obama.

"Não devemos permitir que este debate sobre o cuidado de saúde, algo chave para os hispânicos e todos os americanos, descarrile porque buscam explodir as divisões e afundar a reforma a qualquer custo", enfatizou Obama.

Obama, que ganhou em parte ao grande apoio dos eleitores hispânicos, aproveitou o encontro para destacar o aumento no número de latinos em sua Administração, mais que nenhuma anterior, e assegurou que "ainda não acabamos".

Também insistiu em que o momento "de maior orgulho" para sua Presidência foi a confirmação de Sonia Sotomayor como a primeira juíza hispana e terceira mulher na história do Suprema Corte dos Estados Unidos. A juíza recebeu grande aplauso do publico Como prova de seu compromisso com os hispânicos, Obama disse que o secretário do Interior, Ken Salazar, liderará uma reunião esta semana para estudar a criação do primeiro museu nacional latino no país.

Se fortes foram os aplausos para Obama, foram também para o cantor Marc Anthony que, no mesmo dia de seu 41º aniversário, obteve um prêmio em reconhecimento a sua bem sucedida carreira musical e suas contribuições à cultura do país.

Anthony, que estava acompanhado de Jennifer López, disse que o prêmio era a melhor maneira de celebrar seu aniversário. EFE mp/fk

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