Londres, 2 abr (EFE).- O líder americano, Barack Obama, disse hoje ao presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, que o lançamento de um míssil por parte da Coreia do Norte representaria uma provocação.

Assim disse um alto funcionário americano, ao informar sobre os resultados da reunião bilateral entre os dois líderes, realizada à margem da Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, países ricos e principais emergentes) realizada em Londres para combater a crise econômica mundial.

Obama ressaltou que o lançamento do míssil, que o regime norte-coreano diz ser um satélite, viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, acrescentou o alto funcionário.

O presidente americano explicou a Lee que consultará Seul antes de tomar medidas, se o lançamento chegar a acontecer.

A Coreia do Norte "não poderá distanciar a relação entre EUA e Coreia do Sul", disse Obama, segundo o alto funcionário.

O presidente americano reiterou "o objetivo imutável da eliminação verificada das armas e do programa nuclear norte-coreano".

As ameaças norte-coreanas de lançar o míssil, que Pyongyang afirma que é um satélite, centraram a reunião entre Obama e Lee, na qual também foi discutido o tratado de livre-comércio assinado pelos dois países e à espera de ratificação no Congresso dos EUA.

Em comunicado emitido após a reunião, a Presidência sul-coreana indicou que os dois líderes tinham decidido colaborar para uma reação conjunta ao lançamento.

"Mostraram-se de acordo na necessidade de uma resposta unida e firme por parte da comunidade internacional, se a Coreia do Norte lançar um míssil de longo alcance", explica a nota.

As ameaças da Coreia do Norte fizeram parte das conversas que Obama tinha mantido na quarta-feira com o presidente da China, Hu Jintao, e com o chefe de Estado russo, Dmitri Medvedev.

Segundo altos funcionários americanos, Obama advertiu às autoridades chinesas que Washington convocará o Conselho de Segurança da ONU se o lançamento do míssil for adiante.

Pyongyang anunciou seus planos de lançar um satélite de comunicações entre 4 e 8 abril, em meio às suspeitas de que possa esconder o teste de um míssil de longo alcance.

Segundo a televisão americana "CNN", a Coreia do Norte já começou a colocar combustível nos depósitos para o lançamento do que poderia ser um míssil balístico Taepodong-2.

Na reunião de hoje, Obama e Lee abordaram também a cúpula de hoje e a crise econômica global.

Em declaração antes de começar o encontro, o presidente americano afirmou que "temos uma ampla gama de assuntos que abordar, sobre defesa, paz e estabilidade na península coreana".

Além disso, segundo Obama, abordariam "as contribuições de Seul no Afeganistão e seu papel e liderança global na luta contra a mudança climática". EFE mv/an

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