Obama diz que G20 deu passo importante para recuperação global

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, ao final da cúpula do G20, em Pittsburgh, que os líderes das principais economias do mundo deram um passo importante em direção à recuperação da crise econômica mundial. Obama disse que os líderes concordaram em buscar uma nova regulamentação mais rígida para prevenir outra crise financeira mundial.

BBC Brasil |

"Nós tomamos medidas audaciosas de maneira conjunta para forjar uma nova estrutura para um crescimento forte, sustentável e equilibrado", disse Obama ao encerrar o encontro de dois dias.

"Nós chegamos a um acordo para uma nova e rígida regulamentação financeira para garantir que alguns poucos irresponsáveis não possam mais colocar o sistema financeiro global em risco", afirmou.

Entre as regras para prevenir a repetição dos excessos que levaram à crise está a determinação de que o pagamento de salários e bônus a executivos e banqueiros esteja ligado a resultados de longo prazo.

G20
Ao final do encontro de dois dias, os chefes de Estado confirmaram que o G20 (que reúne os países mais ricos do mundo e as principais economias em expansão e do qual o Brasil faz parte) será uma instituição permanente e deverá desempenhar o papel que antes cabia ao G8 (formado pelas sete maiores economias mundiais mais a Rússia) como principal fórum de discussões da economia mundial.

"Nós designamos o G20 para ser o principal fórum para nossa cooperação econômica internacional", diz o comunicado final da cúpula.

Essa expansão dos poderes do G20 e o seu status como substituto do G8 já era esperada e era uma das bandeiras do Brasil, bem como o de outras nações emergentes, como a China e a Índia.

No entanto, segundo Stephanie Flanders, editora de economia da BBC, um anúncio formal dessa mudança só deverá ser feito em 2011, por exigência do Canadá, que preside o G8 no próximo ano.

FMI
Os líderes também anunciaram um acordo para reformar a estrutura de votos dentro do Fundo Monetário Internacional (FMI), dando mais poder a países emergentes.

Pelo acordo, "pelo menos 5%" das cotas dos países ricos que já não têm o mesmo peso que tinham no passado serão transferidas para "mercados emergentes dinâmicos e países em desenvolvimento".

Em relação a um dos principais pontos da agenda do encontro, os líderes decidiram que ainda é cedo para que as políticas de estímulo adotadas por diversos países em meio à crise mundial sejam desativadas e prometeram continuar a injetar dinheiro em suas economias até que "uma recuperação duradoura esteja garantida".

Segundo Robert Peston, editor de economia da BBC, um dos principais resultados do encontro de Pittsburgh é o fato de as nações ricas terem reconhecido que não têm mais um monopólio de sabedoria sobre o que é bom para a economia global.

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