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Obama diz que EUA têm muito a aprender com o Brasil

Washington, 14 mar (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, declarou hoje, durante encontro com Luiz Inácio Lula da Silva, que os Estados Unidos têm muito a aprender com o Brasil no campo das energias renováveis.

EFE |

Ele afirmou também que pretende usar seu vínculo com o Brasil para "fortalecer" a relação com toda a América Latina.

Em declaração no salão oval da Casa Branca, junto com o presidente brasileiro, Obama prometeu "redobrar" os esforços de seu país em prol das energias "limpas".

Lula, por sua parte, convidou Obama a andar em um carro brasileiro do tipo "flex", que usa tanto álcool quanto gasolina, quando o presidente americano vier ao Brasil, o que ele disse que acontecerá "em breve".

Além disso, Lula disse que a eleição de Obama dá uma "oportunidade histórica" para que os Estados Unidos melhorem suas relações com a América Latina, que afirmou que pretende "fortalecer".

Além da energia, o assunto principal do encontro foi a crise econômica.

Neste sentido, Obama disse que não há conflito entre os EUA e a Europa quanto à agenda da cúpula presidencial do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), que acontecerá em 2 de abril, em Londres.

Obama afirmou que os Estados Unidos colocarão a reforma financeira "no centro" de suas prioridades e que o estímulo fiscal é só "um pé (dos quatro) do banquinho".

A imprensa americana informou nos últimos dias que o Governo de Washington estaria mais interessado em novas medidas de estímulo orçamentário no estrangeiro do que em realizar uma reforma da estrutura financeira internacional, algo que Obama negou hoje.

Lula, por sua vez, alertou para as repercussões da redução do crédito em nível internacional e para a saída do dinheiro dos mercados emergentes.

"Se não fizermos o crédito voltar a fluir, a crise pode se agravar", advertiu o presidente brasileiro.

Os dois também abordaram o protecionismo, um tema que preocupa ao Brasil, que se queixou da inclusão no pacote de estímulo nos Estados Unidos da cláusula "Buy American" ("Compre (produtos) Americanos"), que privilegia a compra de produtos nacionais.

Obama disse reconhecer a importância do comércio como motor econômico e afirmou que o "objetivo deveria ser pelo menos não regredir" na abertura comercial.

"Pode ser difícil para nós fechar um monte de acordos comerciais no meio de uma crise econômica", reconheceu.

Apesar da delicada situação econômica, o clima entre os dois líderes foi descontraído e marcado por brincadeiras.

Lula disse a Obama que, dados os problemas herdados, "não gostaria estar em seu lugar".

"Parece que você tem falado com minha mulher", respondeu o presidente americano, que se desculpou em certo momento por se estender em uma resposta, como frequentemente faz.

"Na América Latina não nos assustamos que um presidente fale muito. Todos nós falamos demais", aliviou Lula.

Durante as declarações à imprensa, Obama também se referiu à recente declaração do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, de que lhe preocupa a segurança dos investimentos de seu país nos Estados Unidos.

Obama respondeu que todos os investidores devem ter "confiança absoluta" nos Estados Unidos e que a estabilidade econômica e política do país são as razões pelas quais a entrada de capital estrangeiro aumentou no meio da crise.

A China é o maior credor dos Estados Unidos, possuindo bônus do Tesouro no valor de US$ 1 trilhão. EFE cma/jp

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