Praga, 5 abr (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, afirmou hoje que, se os Estados Unidos e a União Europeia (UE) atuarem unidos, podem marcar a diferença não só na relação bilateral, mas também no cenário internacional.

Em declaração perante os jornalistas ao final de sua reunião com os líderes dos 27, realizada em Praga, Obama se mostrou muito satisfeito pelo apoio dos europeus à posição americana sobre o lançamento hoje de um foguete pela Coreia do Norte.

Antes da reunião, Obama tinha dito que a iniciativa norte-coreana "cria instabilidade em sua região e no mundo todo", qualificou a medida de Pyongyang de "provocadora" e disse que colaborará com a comunidade internacional para enviar uma "firme mensagem" à Coreia do Norte.

Por outro lado, Obama lembrou que EUA e UE também vão a trabalhar juntos para tirar a economia mundial da grave crise em que se encontra e destacou o compromisso alcançado na Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), em Londres.

No entanto, acrescentou que, se as decisões adotadas em Londres não derem "resultados suficientes" nos próximos meses, serão tomadas "medidas adicionais".

Obama se mostrou também disposto a colaborar com os europeus no combate à mudança climática e também em matéria energética, e para reforçar a segurança do fornecimento.

Quanto à política internacional e à luta contra o terrorismo, disse que, "se a Europa e os EUA cooperarem, farão muito mais pela segurança comum".

O presidente americano também quis deixar para trás as tensões que no passado prejudicaram a relação bilateral e ressaltou que os americanos e europeus têm mais coisas em comum do que diferenças.

"Uma relação forte entre UE e EUA é fundamental para o progresso mundial", concluiu. EFE epn/an

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