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Obama diz que economia americana começa a dar sinais de progresso

Washington, 24 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que os americanos começam a ver sinais de progresso na economia, embora tenha destacado que a superação da crise ainda levará muito tempo e vai requerer a colaboração de todos.

EFE |

As declarações de Obama foram feitas no começo de uma entrevista coletiva exibida ao vivo no horário nobre da TV americana, a segunda que concede em seus dois meses de mandato.

Antes de responder às perguntas da imprensa, o presidente afirmou: "Vamos nos recuperar desta crise. Vamos precisar de tempo e paciência", mas "quando trabalhamos juntos é quando somos bem-sucedidos".

Obama passou em revista as medidas econômicas que propôs desde que chegou à Casa Branca, em 20 de janeiro, entre as quais estão um pacote de estímulo econômico de US$ 787 bilhões e um orçamento de US$ 3,6 trilhões.

Sobre as duras críticas que a proposta orçamentária recebeu tanto da oposição republicana como de alguns democratas moderados, o presidente americano defendeu-se dizendo que "a melhor maneira de reduzir o déficit (fiscal) é com um orçamento que nos leve ao crescimento econômico", como, segundo disse, fará o seu projeto.

Segundo Obama, "este orçamento é indissolúvel da recuperação econômica".

O chefe de Estado já havia prometido reduzir pela metade o déficit fiscal, que em janeiro era de US$ 1,2 trilhão, até o fim de seu mandato.

Obama acha que o orçamento vai propiciar investimentos em energias renováveis, a criação de novos empregos e negócios e a diversificação da matriz energética americana.

"O orçamento que enviei ao Congresso sustentará a recuperação de nossa economia sobre alicerces mais sólidos, de modo que não teremos que enfrentar outra crise como esta em 10 ou 20 anos", declarou.

A proposta orçamentária da Casa Branca dá ênfase ao estímulo à educação e a mudanças no sistema de saúde, reformas que, na opinião do presidente, permitirão "estabelecer as bases de uma prosperidade segura e duradoura".

"Afinal de contas, a melhor maneira de recortar o déficit a longo prazo não é mantendo as mesmas políticas de sempre, de dívida maciça e pouca prosperidade. É com um orçamento que nos permita passar da era dos gastos e dos empréstimos à era da poupança e dos investimentos".

Ao responder aos jornalistas, Obama justificou a necessidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e de o Departamento do Tesouro terem mais autoridade para intervir em empresas financeiras.

Segundo disse, as autoridades podem atualmente assumir a gestão de um banco, mas não de uma seguradora como a AIG, o que resultou em situações "sem controle", como o pagamento de bônus milionários aos executivos desta companhia.

"Temos que poder assumir o controle de qualquer entidade suscetível de pôr em risco a estabilidade do sistema financeiro", afirmou o presidente. EFE mv/sc

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