Obama diz que é preciso inspirar jovens a servir aos EUA

Nova York, 11 set (EFE).- O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu hoje a necessidade de inspirar os jovens americanos para que se comprometam em servir ao país, tanto no âmbito militar como no civil.

EFE |

"Os EUA são o melhor país do mundo, mas isto não aconteceu do nada e não é um simples presente. Também envolve uma grande responsabilidade", disse Obama em um fórum organizado pela Universidade da Colúmbia, e que também contou com a participação de seu rival republicano, John McCain.

No dia em que se completa o sétimo aniversário dos atentados terroristas de 11 de Setembro, o democrata apelou para o "espírito de colaboração, patriotismo, voluntariado e a união que invadiu toda a nação há sete anos".

Além disso, defendeu um maior esforço do Governo para "recriar esse espírito" e conseguir que ele se mantenha não apenas nos momentos difíceis, como os EUA viveram durante os atentados, para, com isso, homenagear os que perderam a vida nos ataques.

"Acredito que o país tem fome disso", defendeu Obama, que considerou que o presidente dos EUA, George W. Bush, falhou nesse aspecto.

O democrata disse que se fosse presidente em 2001, diria aos americanos que, a partir daquele momento, o país enfrentaria "novos e grandes desafios", que teriam de ser combatidos com o esforço da população para garantir a segurança dos EUA em todos os aspectos.

Nesse sentido, defendeu o envolvimento dos americanos em todos os níveis, desde tentar reduzir a dependência dos combustíveis fósseis "em 20 ou 30% em uma ou duas décadas" até contar com uma grande rede de voluntariado e de serviço militar e social, na qual o Governo colabore ativamente com os cidadãos.

"Os Estados Unidos funcionam porque que não acreditamos somente na responsabilidade individual, mas também na mútua, na comunidade; acreditamos que estamos comprometidos com algo além do que apenas com nós mesmos", afirmou Obama, que se comprometeu a reforçar esse pensamento se chegar à Casa Branca nas eleições de 4 de novembro.

O democrata acrescentou ainda que para isso é necessário oferecer oportunidades aos estudantes, incluindo os que não têm recursos.

"Acho que estamos em um momento especial (da história dos Estados Unidos), no qual o povo sabe que não estamos no caminho correto, que a economia não está bem. Os EUA esperam uma liderança vinda de Washington, mas também querem fazer parte dessa mudança", concluiu.

EFE mgl/mh

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