Obama diz que deve seguir aumentando pressão sobre Irã

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que seu governo seguirá aumentando a pressão sobre Teerã para evitar que o país adquira armas nucleares.

EFE |

Em uma entrevista à rede "CBS", o líder americano, afirmou que quer ver uma quarta rodada de sanções contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU aprovada "em semanas". O presidente americano reiterou que "todos os indícios apontam que os iranianos estão tentando desenvolver a capacidade para criar armas nucleares".

Obama disse que Teerã talvez decida frear ou limitar sua atividade para evitar mais sanções. Mas, se desenvolver essa capacidade e ignorar as resoluções internacionais, deve criar um "grande efeito desestabilizador no Oriente Médio, o que é ruim para a segurança nacional dos EUA, mas também para o mundo inteiro", assinalou Obama.

AP
Obama desce escadas do Air Force One ao chegar à Base Andrews da Força Aérea em Maryland

Obama desce escadas do Air Force One ao chegar a Maryland


Questionado sobre o impacto que uma nova rodada de sanções teria, levando em conta que Teerã parece ignorar todas as advertências e resoluções e prosseguir com seu programa nuclear, o presidente afirmou que desde que ele chegou à Casa Branca o regime iraniano "está mais isolado" e, "com o tempo, isso terá impacto em sua economia".

"Não tiramos nenhuma opção da mesa, mas vamos seguir aumentando a pressão e avaliar como reagem. Vamos fazer isso com uma comunidade internacional unida, o que reforça muito mais nossa posição", destacou o governante.

Os EUA já elaboram um esboço da resolução que pretendem aprovar no Conselho de Segurança da ONU. A aprovação é algo mais factível desde que China, segundo afirmou Washington, aceitou sentar para negociar seriamente o texto.

Pequim, que tem laços econômicos fortes com Teerã, sempre foi, com Moscou, o principal bastião do regime dos aiatolás frente a Washington.

Na quinta-feira, Obama conversou durante uma hora por telefone com seu colega chinês, Hu Jintao, a quem agradeceu pela decisão de participar da cúpula nuclear que será realizada entre os dias 12 e 13 de abril em Washington.

De acordo com a Casa Branca, o presidente americano ressaltou que a cúpula será uma "grande oportunidade" para os EUA e para a China de conversar sobre o objetivo compartilhado de frear a proliferação nuclear e proteger o mundo do terrorismo atômico.

Ambos falaram, além disso, da importância de desenvolver uma relação bilateral "positiva", após meses de tensões, e Obama destacou que é essencial que os EUA Unidos e a China trabalhem juntos para garantir que o Irã cumpra suas obrigações internacionais.

Por último, o líder americano reiterou a importância de Pequim e Washington colocarem em prática os compromissos assumidos nas cúpulas do G20 para fomentar o crescimento equilibrado e sustentado.

A cúpula nuclear será a primeira ocasião na qual Hu se encontrará com Obama desde o início da escalada de tensão diplomática entre Pequim e Washington por questões como Google, a cotação do iuane, a venda de armas dos EUA a Taiwan e a reunião de Obama com o líder espiritual tibetano, Dalai Lama.

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