Obama diz que conter a crise será a prioridade de seu Governo

Macarena Vidal. Washington, 7 nov (EFE) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje tomar todas as medidas necessárias para conter a crise financeira, a qual definiu como a maior de nossa vida, na primeira entrevista coletiva concedida após vencer as eleições de terça-feira. No primeiro comparecimento ao público após o discurso de vitória na terça-feira, Obama disse, em um hotel de Chicago, que sua grande prioridade é a aprovação, o mais rápido possível, de um conjunto de medidas de estímulo econômico. As declarações, feitas após se reunir com sua equipe econômica, evidenciaram que a situação da economia será a principal prioridade do Governo do democrata ao tomar posse, em 20 de janeiro, pelo que serão adotadas medidas desde o primeiro dia para tentar revigorá-la. O Departamento de Trabalho americano anunciou hoje que em outubro foram eliminados 240 mil postos de trabalho, o que eleva o índice de desemprego a 6,5%. Além disso, o setor das vendas a varejo indicou que muitas redes registraram queda de faturamento.

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O líder eleito, que se referiu à crise como "a maior de nossas vidas", ressaltou que, assim que assumir o cargo, tomará "todas as medidas necessárias", entre elas um plano de estímulo econômico.

Se o Congresso não aprovar esse conjunto de medidas na rápida sessão que manterá antes de ocorrer a substituição na Casa Branca, "será a primeira coisa que farei como presidente", prometeu.

O senador por Illinois afirmou que, "sem dúvida, são necessárias mais medidas" contra a crise, e pediu, entre outras iniciativas, auxílios aos Governos estaduais e municipais e a ampliação do seguro-desemprego.

"Não será rápido ou fácil sair deste buraco", alertou Obama, mas destacou que "um novo presidente pode fazer muito para restabelecer a confiança", mesmo em seus 100 primeiros dias.

"Minha prioridade será fazer com que a economia cresça e criar mais empregos", disse o futuro chefe da Casa Branca, que reiterou a promessa eleitoral de cortar impostos de 95% dos americanos.

Ele afirmou que "a crise financeira é cada vez mais global e requer uma resposta global".

A crise fará parte da conversa que terá com o presidente George W. Bush na próxima segunda-feira na Casa Branca, onde discutirão as questões mais relevantes para o país.

Obama prometeu que a reunião será realizada "com um espírito de cooperação e o sentimento que tanto o presidente como vários líderes do Congresso reconhecem a gravidade da situação atualmente".

O líder eleito agradeceu pelas garantias de Bush de que cooperará para que o processo de transição ocorra sem sobressaltos, e, por sua parte, afirmou que não vai interferir nas decisões do Governo até assumir o poder. "Temos um só presidente ao mesmo tempo", lembrou.

Enquanto isso, o democrata acelera as máquinas para formar o que será seu Governo. Na mesma quinta-feira nomeou o chefe de Gabinete, o destacado congressista democrata Rahm Emanuel, e nos próximos dias deve começar a anunciar os titulares das diferentes pastas.

O senador por Illinois não quis fixar, no entanto, prazos para anunciar suas nomeações.

"Quando tivermos um anúncio sobre as nomeações para o Governo, faremos", explicou.

Obama abordou brevemente também questões de política externa, ao comentar que estudará cuidadosamente a carta de felicitação enviada pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Ele disse que responderá de maneira "adequada" e admitiu: "Não é algo que possamos fazer superficialmente, temos que pensar".

Também não considerará superficialmente outra das decisões mais importantes da nova Administração: que tipo de cachorro comprará para a Casa Branca, como prometeu às filhas Malia, de dez anos, e Sasha, de sete? "É uma questão crucial", admitiu brincando, após revelar que o assunto foi o que mais atraiu a atenção em seu site. Malia, revelou, é alérgica, o que é um fator que pesa na decisão.

A preferência familiar, no entanto, é adotar um cachorro abandonado. Muitos deles, lembrou, "são cachorros mestiços, como eu". EFE mv/db

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