Washington, 24 fev (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, disse hoje que começou uma nova era na relação dos Estados Unidos com o mundo, em seu discurso às duas câmaras do Congresso.

No discurso, focado principalmente na economia, Obama também dedicou um espaço à política externa para afirmar que os Estados Unidos "não podem enfrentar sós as ameaças deste século, mas o mundo também não pode enfrentá-las sem os Estados Unidos".

O presidente referiu-se assim à política de seu antecessor, George W. Bush, que no começo de seu mandato desdenhou as opiniões de seus aliados e de organismos internacionais, como a ONU, para tomar decisões como a Guerra do Iraque.

Obama, que durante sua campanha eleitoral declarou-se disposto a se reunir com representantes de países hostis, afirmou que "não podemos desprezar a mesa de negociações, mas também não ser omisso em relação aos inimigos ou as forças que possam nos causar danos".

Neste novo espírito multilateral, "junto a nossos amigos e aliados, forjaremos uma nova estratégia exaustiva para o Afeganistão e o Paquistão que derrote a rede terrorista Al Qaeda e combata o extremismo", prometeu. Além disso, prometeu que buscará uma paz duradoura entre Israel e seus vizinhos.

Como já havia antecipado nos últimos dias, ele também indicou que "em breve" anunciará "uma alternativa ao Iraque que deixe esse país para seu povo e que ponha fim à guerra de maneira responsável".

O Governo de Obama elaborou uma revisão estratégica da situação tanto no Iraque quanto no Afeganistão.

Em princípio, Washington prevê uma retirada gradual do Iraque para reforçar sua presença no Afeganistão, onde piorou a situação da segurança.

O presidente adiantou também que, em reconhecimento ao trabalho dos soldados americanos, seu próximo orçamento deve aumentar seu pagamento e ampliar os serviços de saúde e os subsídios aos veteranos, além de ampliar o número de soldados e marinheiros.

Obama lembrou, também, que ordenou o fechamento da prisão de Guantánamo "porque viver de acordo com nossos princípios não nos torna mais frágeis, nos torna mais seguros e mais fortes".

"Para enfrentar os desafios do século 21, do terrorismo à proliferação nuclear, das epidemias às ameaças cibernéticas e à miséria, fortaleceremos alianças já estabelecidas, forjaremos outras novas e empregaremos todos os elementos de nosso poder", prometeu.

Segundo o presidente, "quando nos encontrarmos nesta encruzilhada da história, os olhos das pessoas em todos os países se encontrarão novamente em nós, olhando o que fazemos com esta ocasião. Esperando que sejamos líderes". EFE mv/jp

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