Obama diz que candidatos iranianos são muito parecidos

WASHINGTON - Em uma incursão na política do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que parece haver poucas diferenças políticas entre o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e seu concorrente Mirhossein Mousavi.

Reuters |


Os comentários de Obama foram feitos no mesmo dia em que milhares de correligionários de Mousavi tomaram as ruas de Teerã, no quarto dia de protestos após a questionada eleição presidencial de sexta-feira.

Até agora, Obama tinha sido cauteloso ao falar sobre os candidatos, dizendo a repórteres mais cedo na terça-feira que não queria que pensassem que ele estava "interferindo" em assuntos internos do Irã.

Mas em uma entrevista coletiva mais tarde, o presidente dos Estados Unidos deixou escapar sua visão e disse esperar momentos duros em qualquer negociação futura com o Irã, independentemente de quem esteja no governo.

"A diferença entre Ahmadinejad e Mousavi em relação à política atual pode não ser tão grande como tem sido propagado", falou à CNBC. "De qualquer forma vamos lidar com um regime iraniano que tem sido historicamente hostil aos Estados Unidos", acrescentou.

Muitos analistas norte-americanos alertaram por semanas contra qualquer otimismo a respeito de uma vitória de Mousavi, e disseram que ele não deveria ser visto como alguém mais flexível em qualquer negociação sobre o programa nuclear do Irã. De acordo com suspeitas do Ocidente, o programa pode ser direcionado para a produção de uma bomba atômica, mas o país afirma que ele é pacífico.

O governo Obama tem debatido sobre como abordar a crise eleitoral no Irã, onde o principal órgão legislativo afirmou nesta terça-feira que está pronto para recontar os votos em meio aos maiores protestos de rua desde a Revolução Islâmica de 1979.

Twitter

Tanto Obama quanto outros funcionários experientes do governo têm expressado preocupação a respeito de uma repressão aos protestos, mas também têm tentado não parecer estar colocando os Estados Unidos no caso.

O Departamento de Estado confirmou nesta terça-feira que contatou a rede de relacionamento social Twitter para pedir que a empresa atrasasse uma manutenção planejada que cortaria o serviço aos iranianos.

O Twitter e o Facebook têm sido usados por muitos jovens para coordenar protestos contra o resultado das eleições. O próprio Obama usou as ferramentas virtuais em sua campanha para espalhar sua mensagem política.

A Twitter Inc afirmou em uma postagem em um blog que atrasou a manutenção planejada por causa de seu papel como "uma importante ferramenta de comunicação no Irã".

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