Obama diz que ataque da Otan contra Paquistão não foi deliberado

Presidente americano telefonou ao líder paquistanês e, segundo a Casa Branca, países reafirmaram suas relações

iG São Paulo |

AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, conclui pronunciamento em que confirmou retirada total do Iraque até o fim deste ano (21/10)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou para o líder do Paquistão, Asif Ali Zardari, para afirmar que o bombardeio da Otan no último fim de semana que matou 24 soldados paquistaneses "não foi um ataque deliberado" e que seu país está comprometido em fazer uma investigação completa do incidente.

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O bombardeio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ocorreu próximo à fronteira com o Afeganistão no fim de semana passado. De acordo com a Casa Branca, Asif Ali Zardari e Obama reafirmaram a relação entre EUA e Paquistão e concordaram em manter contato.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, também ligou para o primeiro-ministro do Paquistão, Yousef Raza Gilani, para reiterar as condolências de seu governo por esse "trágico" e "involuntário" acidente, ressaltando o "respeito dos Estados Unidos pela soberania do Paquistão".

A ligação do presidente americano acontece um dia antes do início de uma conferência sobre o Afeganistão que acontece em Bonn, na Alemanha, para discutir sobre o Afeganistão, uma vez que a aliança atlântica pretende completar sua retirada da região até 2014 . No início da semana, o Paquistão confirmou que boicotaria a conferência em protesto ao ataque da Otan.

O encontro deverá reunir todos os principais interessados na estabilidade afegã e procura uma estratégia para estabilizar o país asiático, uma década depois de a Al-Qaeda ter perpetrado os ataques de 11 de Setembro e os EUA terem revidado com ataques em uma caça ao Taleban.

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As relações já deterioradas entre o Paquistão e os EUA pioram com o bombardeio da Otan. Na ocasião, a aliança classificou o incidente como "trágico e inesperado", e autoridades americanas expressaram sua solidariedade com as famílias daqueles que morreram.

No dia seguinte, porém, os militares paquistaneses rejeitaram o pedido de desculpas da aliança . Attar Abbas, porta-voz do Exército no país, disse que o incidente "poderia ter sérias consequências no nível e extensão da nossa cooperação" .

Islamabad cortou as provisões para as forças internacionais no Afeganistão e exigiu aos EUA que desalojem uma base aérea em território paquistanês, que supostamente é usada para operações de aviões espiões.

Nos últimos meses, as relações entre EUA e Paquistão já andavam abaladas por causa dos bombardeios norte-americanos na região da fronteira, das s uspeitas citadas por Washington de que autoridades do Paquistão prestam apoio a militantes islâmicos , e da ação militar clandestina dos EUA, em maio, que resultou na morte de Osama bin Laden em território paquistanês.

Washington acredita que Islamabad, inclusive por sua histórica ligação com os grupos militantes, pode ter um papel crucial na pacificação do Afeganistão antes da retirada total das forças da Otan, em 2014, e por isso os EUA não podem se dar ao luxo de perder esse aliado.

Com EFE e AP

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