Obama diz que ainda precisa dar esforço máximo até dia da eleição

Washington, 30 out (EFE).- O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, disse hoje que a disputa foi um longo caminho mas que, faltando cinco dias para as eleições gerais nos EUA, considera que ainda tem que dar o esforço máximo.

EFE |

"Quando as urnas fecharem na terça-feira, não quero dizer que houve algo que não fiz, algo que não disse ou um aperto de mãos que não dei", declarou Obama em entrevista transmitida hoje pela rede de televisão "ABC".

Na mesma entrevista, em uma tomada pré-gravada, o ex-presidente democrata Bill Clinton considerou que, daqui até o pleito de terça-feira, Obama precisa manter o dedo na ferida e recordar os eleitores dos desafios que enfrenta a economia americana e como ajudará o cidadão.

"Não se deve deixar que as pessoas se esqueçam do que se trata (a eleição). Não se deve deixar que o povo se conforme, porque o preço do petróleo baixa momentaneamente ou porque não tivemos um colapso financeiro total", afirmou Clinton.

Perguntado sobre suas críticas a Obama durante as primárias, Clinton explicou que sua mulher, a ex-primeira-dama e ex-pré-candidata Hillary Clinton foi sua primeira opção.

"Mas também disse que se ela não ganhasse (a candidatura), o apoiaríamos, e isso fizemos", sustentou.

Hillary Clinton participou de 65 atos eleitorais a favor de Obama, enquanto o ex-presidente foi a 30, "por motivos de trabalho", assinalou.

Na noite de quarta-feira, Obama dirigiu-se aos indecisos em um anúncio televisivo de meia-hora em oito cadeias televisivas no horário de maior audiência.

No anúncio, Obama repassou seu programa de Governo e apresentou quatro famílias como exemplo dos problemas que enfrenta o cidadão em momentos de crise econômica.

E em uma amostra de suas intenções bipartidistas, Obama disse ontem à noite em outra entrevista à "ABC" que se ganhar incluirá republicanos em seu Gabinete.

Embora não tenha dado nomes nem detalhes, insistiu em que considera que é "absolutamente" importante a pluralidade política em sua eventual Administração.

Segundo seu comitê de campanha, a aparição conjunta com Clinton, como a de ontem à noite em Kissimee, na Flórida, é parte da estratégia de saturar a cobertura midiática sobre suas propostas entre hoje e a próxima terça-feira, quando ele vota em Chicago.

Até sábado, por exemplo, Obama terá visitado oito estados em quatro dias, especialmente aqueles em que a disputa ainda se encontra indefinida, como Colorado, Nevada, Flórida, Carolina do Norte e Virgínia.

Ao longo da jornada de hoje, Obama mantém a visão em estados como Flórida, Virgínia e Missouri, enquanto seu rival republicano, John McCain, continuará sua luta por captar o voto dos indecisos em Defiance (Ohio).

Para McCain, a seleção da cidade de Defiance, palavra inglesa que significa "desafio", tem especial simbolismo dado que o senador democrata de Illinois o supera em pesquisas nacionais e na maioria de estados-chave na disputa.

Por sua vez, em cada fórum público e em entrevistas televisivas, McCain continua tentando suscitar dúvidas sobre a capacidade de liderança de Obama, e ataca em particular seu plano tributário e sua preparação para enfrentar uma crise de segurança nacional.

McCain -da mesma forma que sua companheira de chapa, a governadora do Alasca, Sarah Palin- minimizou a importância das pesquisas e afirma que dará a surpresa da vitória em 4 de novembro.

EFE mp/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG