Washington, 26 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que seu Governo continua negociando com a Alemanha sobre a possibilidade de o país europeu receber alguns detidos da prisão da base militar de Guantánamo, mas lembrou que houve solicitações específicas.

"Não houve pedidos particulares para que um determinado número de detidos seja transferido em uma data específica", disse Obama em entrevista coletiva concedida junto com a chanceler alemã, Angela Merkel, após uma reunião na Casa Branca.

"A chanceler Merkel não fez promessas específicas desse tipo e as conversas continuam em um nível bastante geral neste momento", acrescentou Obama.

Por sua parte, a governante alemã disse que os dois países "estão no princípio do processo" de negociações e que a Alemanha tem uma atitude "construtiva".

Segundo o Governo alemão, Washington sondou Berlim sobre a possibilidade de receber nove uigures - etnia muçulmana de origem turca que habita na China - que estão detidos em Guantánamo, além de um prisioneiro sírio e de outro tunisiano.

A Alemanha ainda não respondeu os EUA, à espera de receber mais dados sobre os casos.

O presidente americano disse entender que a chanceler "tem a obrigação de garantir que os interesses de segurança nacional da Alemanha sejam levados em conta".

"Não vamos fugir de nossa responsabilidade, mas deve ser harmonizada, como diz o presidente, com a situação legal que temos na Alemanha", respondeu Merkel.

Obama reconheceu que o fechamento de Guantánamo será "difícil politicamente" e apelou para a ajuda dos aliados dos EUA.

Nesse sentido, disse estar satisfeito com o acordo alcançado na União Europeia (UE) que estabeleceu um marco legal para receber os detidos e afirmou que os Governos europeus responderam de forma "positiva" aos EUA com sua disposição de ajudar. EFE cma/bba

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