Washington, 24 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje, ao término de sua reunião com o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, que a missão internacional no Afeganistão requer uma estratégia coordenada e efetiva.

Os dois governantes se reuniram na Casa Branca para discutir a crise econômica mundial, tema da Cúpula do G20 que acontecerá em Londres no começo de abril, a posição dos dois países frente à mudança climática e o Afeganistão.

Obama destacou que os EUA estão imersos na revisão de sua estratégia no Afeganistão, processo que "ainda não terminou" e que será motivo de "consultas entre ambos os Governos".

O chefe de Estado americano também disse que a ameaça da Al Qaeda ainda se faz presente e que para seu país é importante "permanecer no ataque e desmantelar (as organizações terroristas) onde elas possam estar", algo que requer uma ação "coordenada e efetiva", e, além de uma solução militar, uma diplomacia mais eficiente, explicou.

Por sua vez, Rudd destacou que é importante lembrar o motivo pelo qual a Austrália participa da missão no Afeganistão.

"Estamos ali para não esquecer aqueles que perderam suas vidas em 11 de setembro. Para não esquecermos nunca daqueles que, desde então, foram assassinados em ataques terroristas. Para nunca esquecermos que muitos dos responsáveis (por estes ataques) foram treinados e receberam apoio do Afeganistão", disse o premiê.

Por isso, "nossa missão permanece para assegurar que esse país não seja um porto seguro para os terroristas no futuro", acrescentou.

Perguntado pela imprensa sobre se os EUA pedirão à Austrália que reforce seu contingente de 1.100 militares em solo afegão, Obama destacou que a estratégia americana está sendo revisada, mas que a ameaça da Al Qaeda é algo que deve "ser levado a sério".

"Acho que o que compartilho com o primeiro-ministro da Austrália é algo que acho que a população da Austrália entende, como entendem os americanos: que a ameaça terrorista de ataques da Al Qaeda e seus filiados é uma ameaça que não vai desaparecer", disse Obama.

"Evidentemente, os EUA guardam em sua memória os atentados de 11 de setembro, mas acho que os australianos lembram o que aconteceu em Bali. Isso é algo que não pode ser facilmente esquecido", acrescentou. EFE elv/sc

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