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Washington, 29 abr (EFE).- O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama se distanciou hoje ainda mais de seu polêmico ex-pastor Jeremiah Wright, ao declarar que está indignado com os comentários feitos pelo religioso ontem na sede do National Press Club (Clube da Imprensa americana), em Washington.

"Estou indignado pelos comentários que foram feitos e triste pelo espetáculo que vimos ontem", comentou o senador pelo estado de Illinois a meios de comunicação locais.

Wright acusou ontem os que o criticam de terem lançado um ataque não contra ele, mas contra a Igreja evangélica nos Estados Unidos.

O pastor de 76 anos, que casou Obama e batizou suas duas filhas, se tornou uma figura polêmica depois da divulgação de partes de vários de seus sermões pronunciados há alguns anos.

Nos sermões, Wright dizia coisas como a possibilidade de os Estados Unidos terem sido em parte culpados pelos atentados de 11 de setembro 2001 contra Washington e Nova York por sua política internacional.

Em outro sermão, Wright convidava os afro-americanos a entoarem "Deus amaldiçoe a América", em vez do tradicional "Deus abençoe a América".

O pastor se negou ontem a pedir desculpas por esses comentários e disse que haviam sido tirados de seu contexto. Além disso, defendeu sua sugestão de que os EUA tinham inventado o vírus da aids como uma forma de genocídio contra as minorias.

Wright, que adotou o silêncio como resposta inicial à polêmica criada em torno do conteúdo de seus sermões, fez várias aparições públicas nos últimos dias para se defender.

"Foi mais que simplesmente se defender", comentou o senador afro-americano.

"O que ficou claro é que (Wright) está apresentando uma visão do mundo que contradiz quem eu sou e o que defendo", acrescentou Obama.

EFE tb/fr

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