Obama dividido sobre boicote às Olimpíadas

O candidato à indicação democrata para a eleição presidencial americana Barack Obama se declarou dividido sobre a possibilidade de boicotar as Olimpíadas de Pequim em sinal de protesto contra a repressão no Tibete e o apoio da China ao governo sudanês.

AFP |

"Estou dividido. Por um lado, considero que os acontecimentos no Tibete e o apoio da China ao governo sudanês no Darfur são problemas reais", afirmou Obama em declarações à rede de televisão CBS.

"Por outro lado, reluto em transformar os Jogos num cenário de manifestação política, porque o principal objetivo das Olimpíadas é reunir as pessoas", continuou o senador de Illinois.

Esta declaração foi feita no dia seguinte à entrega ao Congresso de um projeto de lei para impedir que o presidente George W. Bush assista à cerimônia de abertura das Olimpíadas.

A adversária de Obama para a indicação do Partido Democrata, Hillary Clinton, também não tomou posição claramente sobre um eventual boicote dos Jogos ou da cerimônia de abertura, uma possibilidade que segundo a presidente democrata da Cânara dos Representantes, Nancy Pelosi, não pode ser descartada.

"Não acho que seja preciso esperar os Jogos para expressar nossa posição", havia dito Hillary na semana passada, considerando "profundamente perturbadores" os acontecimentos no Tibete.

As manifestações começaram no dia 10 de março em Lhasa, capital do Tibete, por ocasião do 49º aniversário do levante tibetano contra o poder chinês e do exílio do Dalai Lama.

Segundo as autoridades chinesas, 18 civis e dois policiais foram mortos durante as três semanas de protestos. No entanto, o governo tibetano no exílio afirma que a repressão chinesa provocou 135 a 140 mortos, mais de 1.000 feridos e centenas de detenções.

col/yw

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