Obama deve se reunir com Hu Jintao e outros líderes antes da cúpula nuclear

Washington, 6 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manterá uma série de reuniões bilaterais com líderes que participarão nos 12 e 13 de abril da cúpula nuclear, entre eles com o presidente da China, Hu Jintao, informou hoje a Casa Branca.

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Além disso, Obama se reunirá com a chanceler alemã, Angela Merkel; o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh; o presidente da Armênia, Serge Sargsián; o rei da Jordânia, Abdullah II, e o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak.

O presidente americano também deve se encontrar com o primeiro-ministro paquistanês, Yousef Raça Gilani; o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o líder do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, explicou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Todas as reuniões bilaterais acontecerão no Centro de Convenções à margem da cúpula, que deve contar com a participação de líderes e delegações de 47 países, incluindo os EUA.

Concretamente, participarão da reunião Argélia, Argentina, Armênia, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, República Tcheca, Egito, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Índia, Indonésia, Israel, Itália, Japão, Jordânia, Cazaquistão, Malásia, México e Marrocos.

Também farão parte do encontro Holanda, Nova Zelândia, Nigéria, Noruega, Rússia, Paquistão, Polônia, Filipinas, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Cingapura, Suíça, África do Sul, Espanha, Suécia, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes Unidos (EAU), Reino Unido, Ucrânia e Vietnã.

Além disso, participarão da cúpula as Nações Unidas, o Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a União Europeia (UE).

Obama disse hoje durante o lançamento da Revisão da Postura Nuclear (NPR) que a cúpula será uma oportunidade para que os 47 países se comprometam a tomar medidas específicas para garantir a segurança de todos os materiais nucleares vulneráveis em um prazo de quatro anos.

O presidente se reunirá com Hu Jintao na próxima segunda-feira.

Esta será a primeira ocasião em que os dois líderes se encontram desde o início da escalada de tensões diplomáticas entre Pequim e Washington por assuntos como Google, a cotação do iuane, a venda de armas dos EUA a Taiwan e a reunião do presidente americano com Dalai Lama, embora os dois líderes tenham conversado por telefone na semana passada.

Gibbs indicou que sempre que há reuniões bilaterais com a China, as conversas giram em torno da energia, a recuperação econômica global e a necessidade de que Pequim aplique ao iuane uma taxa de câmbio mais orientada ao mercado.

Precisamente, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou no sábado que atrasará a publicação de seu relatório sobre a política monetária da China no qual tinha que determinar se Pequim manipula o iuane e que ia a ficar conhecido dias depois da visita de Hu Jintao, a Washington no dia 15 de abril.

China e EUA manterão uma série de encontros nos próximos meses, incluídas as da próxima cúpula do G20 no Canadá e o Diálogo Estratégico e Econômico em Pequim, por isso Washington considera que essas reuniões "são, neste momento, o melhor lugar para avançar nos interesses americanos".

Os EUA querem desvincular o adiamento do relatório com as novas sanções que impulsiona contra Teerã para as quais necessita do apoio da China, que tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU.

Segundo Washington, Pequim concordou em sentar para negociar seriamente o texto de uma possível resolução, mas ao mesmo tempo segue advogando, inclusive publicamente, por uma via diplomática.

EFE cai/pb

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