Obama deve reverter decisões de Bush, diz assessor

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, vai tentar reverter decisões tomadas pelo seu antecessor no cargo, o presidente George W. Bush, segundo informações do coordenador da equipe de transição de Obama, John Podesta.

BBC Brasil |

Em uma entrevista à rede Fox de TV, no fim-de-semana, Podesta disse que o novo presidente deve reverter decretos de Bush que proíbem pesquisas de célula-tronco e que permitem novas perfurações em busca de petróleo e gás em Utah.

Podesta indicou que Obama pretende implementar mudanças abrangentes logo depois da posse, em janeiro, em áreas onde a aprovação do Congresso não é necessária.

Obama vai se encontrar com o presidente George W. Bush nesta segunda-feira na Casa Branca em um encontro que marca o início do processo de transição.

'Mais que oportunidade de foto'

Obama, a mulher, Michelle, e as duas filhas - Malia, de 10 anos, e Sasha, de 7 - farão um passeio pela Casa Branca para conhecer a nova residência da família.

AP
Segundo assessor, presidente eleito deve reverter medidas do atual governo

Em um pronunciamento no rádio no fim-de-semana, Bush enfatizou sua intenção de fazer com que essa seja uma das transições mais suaves na história do país e afirmou que o encontro desta segunda será mais do que uma oportunidade para fotos, já que os dois deverão falar sobre a situação no Iraque e a crise econômica global.

Na sexta-feira, Obama disse que os dois realizarão conversas importantes.

"Eu não vou antecipar problemas. Eu vou (para essa reunião) com um espírito de cooperação", disse Obama.

Entretanto, informações vindas de Washington dão conta de que a equipe de transição de Obama está analisando decisões executivas de Bush que poderiam ser revertidas pelo novo presidente, assim que tomar posse, em 20 de janeiro.

Entre as questões já identificadas estaria a da pesquisa com células-tronco.

Em 2001, Bush assinou um decreto que limita o financiamento de pesquisas científicas usando células-tronco de fetos humanos. Muitos se opuseram ao decreto, alegando que ele prejudicaria pesquisas em busca de tratamento e cura para doenças como os Males de Alzheimer e Parkinson.

Segundo o jornal americano Washington Post, a equipe de Obama juntou uma lista com 200 ordens executivas de Bush que poderiam ser revertidas - entre elas, decretos que afetam a legislação ambiental e leis que regulamentam o aborto.

Também em entrevista concedida no fim-de-semana, o deputado americano Rahm Emanuel, indicado para ser o chefe de gabinete de Obama, disse que o futuro governo procurará ligar reformas no setor de saúde às propostas de legislação no setor econômico.

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