Obama deve retirar 10 mil soldados do Afeganistão até fim do ano

Líder dos EUA faz pronunciamento na quarta-feira à noite, em que também pode anunciar cronograma para retirar outros 20 mil

iG São Paulo |

O presidente dos EUA, Barack Obama, deve anunciar uma retirada de quase 10 mil soldados americanos de Afeganistão neste ano, com 5 mil forças saindo neste verão (entre junho e setembro no Hemisfério Norte) e um adicional de 5 mil retornando aos EUA até o fim do ano, disse nesta terça-feira um graduado funcionário de Defesa americano sob condição de anonimato.

Obama também poderia anunciar um cronograma para retirar os outros 20 mil soldados que ele enviou ao Afeganistão como parte de sua decisão de dezembro de 2009 de mandar reforços para reverter o crescimento da milícia islâmica do Taleban no campo de batalha. Esse contingente poderia ser retirado até o fim de 2012.

O porta-voz do líder americano, Jay Carney, disse nesta terça-feira que Obama finalizou sua decisão sobre o plano de retirada e o anunciaria em discurso à nação às 20 horas de quarta-feira (21 horas em Brasília) na Casa Branca. Carney disse que o líder americano informou sua equipe de segurança nacional sobre seus planos em um encontro nesta terça-feira.

Em um breve comunicado, Carney indicou que "às 20 horas de 22 de junho, o presidente se dirigirá à nação para apresentar o plano para pôr em prática o cumprimento de sua estratégia, divulgada em dezembro de 2009, para retirar as tropas do Afeganistão".

Apesar de Carney ter rejeitado discutir os destalhes da decisão de Obama, disse que a diminuição no número de soldados programada para começar no próximo mês coloca os EUA no caminho de transferir ao Afeganistão o controle total da segurança do país até 2014.

Na atualidade estão no território afegão cerca de 100 mil soldados americanos. O anúncio do presidente ocorrerá um dia antes de Obama deslocar-se à base militar de Fort Drum, no Estado de Nova York e quartel da 10ª Divisão de Montanha, cujos soldados foram enviados com frequência ao Afeganistão.

*Com AP e EFE

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