Obama deve propor reforma na supervisão estatal sobre mercado financeiro

Washington, 15 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve propor na quarta-feira uma profunda reforma dos mecanismos de supervisão estatal sobre os mercados financeiros que proteja o sistema contra seus próprios excessos, declarou hoje o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner.

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Geithner e o diretor do Conselho Econômico Nacional, Lawrence Summers, explicaram em artigo de opinião publicado hoje pelo jornal "The Washington Post" os aspectos principais da reforma que Obama deve anunciar em dois dias.

"A meta é a criação de uma regulação mais estável, que seja flexível e eficaz", dizem Geithner e Summers.

Já a edição de hoje do jornal "The Wall Street Journal" informou que a proposta do Governo inclui entre outros aspectos um fortalecimento do papel do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e a criação de um novo organismo que vigie de perto os produtos financeiros oferecidos aos consumidores.

Em seu artigo, Geithner e Summers dizem que o Governo americano identificou "cinco problemas-chave do sistema regulador existente" que teriam tido "um papel direto na geração ou na intensificação da crise atual".

Uma dessas questões seria a de que "as regulações existentes enfocam a solidez de instituições financeiras, mas não a estabilidade do sistema como um todo".

Outro aspecto citado por Geithner e Summers é que "a estrutura do sistema financeiro mudou, com um crescimento espetacular da atividade financeira fora do sistema bancário tradicional".

Os dois também lembraram que "o Governo não tem as ferramentas necessárias para conter e conduzir as crises financeiras", motivo pelo qual Obama vai propor "o estabelecimento de um mecanismo que permita a resolução ordenada de qualquer companhia financeira cujo colapso ameace a estabilidade do sistema".

Além disso, Summers e Geithner demonstração sua disposição para liderar "o esforço para melhorar a regulação e a supervisão no mundo todo".

Na quinta-feira, o secretário do Tesouro americano vai ao Senado e à Câmara de Representantes para explicar o plano e enfrentar as críticas dos que se opõem a conceder um maior peso à capacidade de intervenção do Estado. EFE jab/bba

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